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Vendas para o Dia das Crianças devem apresentar uma alta real de 5% em relação ao ano passado

6 de outubro de 2017

As vendas do comércio varejista gaúcho neste 12 de outubro devem apresentar uma alta real de 5% na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo avaliação econômica Dia das Crianças 2017, divulgada nesta quarta-feira (27) pela Fecomércio-RS, importantes movimentos contribuem para essa projeção.

Um deles diz respeito ao comportamento de preços dos brinquedos – item mais procurado pelos consumidores na data -, que nos últimos 12 meses até agosto/2017 acompanhou a variação média da economia, com uma alta de 2,02%. A dinâmica dos preços dos brinquedos também contou com a ajuda do câmbio, variável importante de grande influência na definição de preços dos importados. Ainda pelo lado positivo, pesa na estimativa da Fecomércio-RS o cenário de melhora da economia, ainda que tímida, que se refletiu em um  menor pessimismo entre os consumidores.

“A conjuntura de juros mais baixos e inadimplência em queda completa um cenário favorável para as vendas”, ressaltou o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn. O dirigente lembrou, no entanto, que a projeção de alta para 2017 ocorre sobre uma fraca base de comparação de 2016. De acordo com o levantamento, além dos brinquedos, outros setores do comércio varejista, como vestuário, calçados, jogos e eletrônicos devem sentir reflexos positivos nas vendas neste 12 de outubro.

O fator demográfico mais uma vez surge como limitante às vendas para o público infantil. Segundo projeções mais recentes do IBGE, no intervalo de apenas um ano, entre 2016 e 2017, a população gaúcha com até 14 anos deve cair 1,8%, percentual que chega a uma redução de 20,7% se comparado ao ano 2000. infantil. “Junto ao fator demográfico, os lojistas terão o desafio de vender para um consumidor que aos poucos volta a ter confiança em comprar”, afirma Bohn. 

O cenário com aumento da confiança, mas ainda restritivo, está muito atrelado a uma melhora no mercado de trabalho. Os dados mais recentes no Estado revelam algum avanço gradual ao longo do ano no volume de emprego e massa de rendimentos. No segundo trimestre de 2017, a taxa de desocupação no Rio Grande do Sul foi de 8,4%, resultado que reflete o aumento na ocupação principalmente nos postos sem carteira assinada – o que evidencia a dificuldade na geração de vagas formais. Já a massa de rendimentos, puxada pela queda da inflação, apresentou aumento real de 3,3% na comparação 2017/2016. A inflação, medida pelo IPCA, registrou variação de 2,1% no acumulado em 12 meses até agosto/2017, frente a 8,6% em outubro de 2016. Neste ano, outro elemento que contribui para as vendas é a maior disponibilidade de renda para fazer compras. O comprometimento da renda com dívidas é menor do que no mesmo período do ano anterior. De acordo com o presidente da Fecomércio-RS, esse cenário de recuperação gradual da economia tem impactado na intenção de consumo das famílias no Estado. O indicador mensal da Fecomércio-RS que apura o nível de otimismo dos gaúchos chegou a 74,6 pontos em agosto/2017, acima do verificado em agosto/2016 (56,3 pontos).

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