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Festival Kino Beat: Performances levam público a experiências únicas por meio da música

14 de novembro de 2017

Pierre Bastien (Foto de Studio Walter)

 

Propor experiências, surpreender e desafiar, ao mesmo tempo tem a necessidade de formar e consolidar um público, ser um agente estimulador para artistas locais e um ponto de conexão com o mundo. Essa é a missão da 4ª edição do Festival Kino Beat, que iniciou no dia 8 de novembro, no Teatro do Sesc Centro (Av. Alberto Bins, 665), em Porto Alegre. Com entrada franca, mediante retirada de ingressos no local, o evento retorna de 16ª 19 de novembro. O Festival  integra a agenda do Arte Sesc – Cultura por toda parte e é uma realização conjunta do Sistema Fecomércio-RS/ Sesc e Kino Beat.

Performances audiovisuais multimídia e artes integradas fazem parte das próximas atrações do festival. No dia 16/11, às 20h, Pierre Bastien (França), apresenta “Quiet Motors”. O artista, intitulado de “cientista musical louco que tem celebridades como seguidores” pelo The Guardian, é um dos músicos experimentais mais influentes em atuação. Logo em seguida, às 21h, Martin Messier (Canadá), mostra seu trabalho que dá vida ao som por meio de objetos variados, como despertadores, canetas e máquinas. Nesse sentido, o interesse pelo choque entre a música e outras formas de arte foram fundamentais para suas criações.

Já no dia 17, os movimentos estimulados pelas imagens e sons ganham destaque. A primeira representação da noite vem da integração de um disco e sua capa. É o “Desfiado”, performance do artista conhecido como Barulhista (Brasil), que apresenta seu álbum que conta uma história sobre o movimento do tempo e já é considerado como um dos melhores discos instrumentais de 2016 pela crítica especializada. Para fechar a noite, sobe ao palco uma atração internacional. É o Hilke Ross (Bélgica), mais conhecido como Hroski, ele provoca arrepios nos fãs com seus álbuns que dão a sensação de uma jornada entre a pista de dança e momentos sonhadores e melancólicos.

Para fechar com chave de ouro, os últimos dois dias reforçam ainda mais o propósito de privilegiar propostas artísticas emergentes, ou já consolidadas, mas com pouca visibilidade na cidade. A programação do dia 18 conta com a obra do cineasta carioca Leon Hirszman, Trilogia de Curtas Cantos de Trabalho; as reinterpretações contemporâneas dos músicos Juçara Marçal e Cadu Tenorio com Aganga; a apresentação do baterista Richard Ribeiro conhecido como Solaris. E, por fim, no último dia de festival, na sexta-feira (19/11), sobem ao palco profissionais renomados quando o assunto é música. São os “DJs Selvagens” com Millos Kaiser e Trepanado, considerados hoje os principais pesquisadores e disseminadores da música brasileira atemporal pelo mundo e a brasileira Maria Rita Stumpf que apresenta seu álbum denso que une a estética eletrônica dos anos 1980 ao batuque de herança africana e às melodias mântricas dos povos indígenas.

Sobre o Festival Kino Beat O Kino Beat é um Festival de música exploratória, performances audiovisuais multimídia e artes integradas. A partir dos pilares, imagem (Kino) e som (Beat), apresenta artistas e atividades multidisciplinares, que utilizam de diversos modos as tecnologias no processo criativo de suas obras. O experimental, o sensorial e a imersão, são premissas para composição do seu programa. O subtítulo “imagem e som em movimento” que dá apoio ao nome do festival, além de indicar a movimentação física, da pressão sonora ou da luz, aponta um movimento de constante evolução do festival.

O 4˚ Festival Kino Beat conta com o apoio da Aliança Francesa, Timac Agro, Embaixada da Espanha, Cine Esquema Novo, Silvo, Sinergy, Bandits e Conseil des arts et des lettres du Québec.

 

PROGRAMAÇÃO:

16 de novembro

Quiet motors – Pierre Bastien (FRA)

Horário: 20h

Sinopse: Bastien foi chamado de “cientista musical louco que tem celebridades como seguidores” pelo The Guardian. Colaborando no passado com o cineasta Pierrick Sorin, a designer de moda Issey Miyake, o cantor e compositor Robert Wyatt e Aphex Twin (que lançou três de seus álbuns no selo Rephlex) para citar alguns, ele é um dos músicos experimentais mais influentes em atuação. Em 1986, formou sua orquestra de um homem só, Mecanium, e fez mais de 20 discos ao longo dos anos.

Classificação: livre

Duração: 60min

 

FIELD – Martin Messier (CAN)

Horário: 21h

Sinopse: Martin Messier é um compositor, artista e videomaker de Montreal no Canadá. A força motriz do seu trabalho é o som, mas o interessou pelo choque entre música eletroacústica e outras formas de arte, são parte essencial para suas criações. É através da relação entre som e materiais (objetos ou corpos) que o trabalho de Messier toma forma. Ele dá vida ao som através de objetos variados, como despertadores, canetas e máquinas auto-concebidas. No coração desse encontro entre sons e objetos é a idéia de empurrar o imaginário cotidiano um pouco mais, de ampliar esses objetos, dando-lhes uma voz e reinventando sua função. No centro do diálogo entre o som e o corpo em movimento, há um desejo de reverter a relação hierárquica geralmente ligada entre a música e a coreografia para que o som se torne a força motriz dos movimentos. Em 2010, Messier fundou 14 lieux, uma empresa de produção de som para artes cênicas, para dar uma plataforma a esse tipo de trabalho de som na cena artística.

Classificação: livre

Duração: 30min

 

17 de novembro

DESFIADO – Barulhista (BRA)

Horário: 20h

Local: Teatro do Sesc Centro

Sinopse: Desfiado é um disco que começa pela capa. A fotografia em preto e branco de um homem maduro e seu rosto coberto pela barba. Pelos escuros e claros que lentamente perdem em um emaranhado sem fim. Uma perfeita representação do som experimental e essencialmente complexo que Barulhista busca desenvolver em cada uma das dez faixas que marcam este novo trabalho. Um álbum que conta uma história sobre o movimento do tempo. Este novo trabalho foi lançando em 2016 e já figura em várias listas da crítica especializada como Srcream and Yell, Genius Brasil, Tenho Mais Discos Que Amigos, Embrulhador, como um dos melhores discos instrumentais de 2016.

Classificação: livre

Duração: 65min

 

Hroski – Hilke Ross (BEL)

Horário: 21h

Sinopse: o nome de seu artista, Hroski, apareceu pela primeira vez no álbum de remix Amatorski ‘re: tbc’ em 2012, uma faixa atmosférica com muitas camadas de sonhos orgânicos. O último trabalho de Hroski ainda usa as mesmas técnicas de amostragem e camada, mas com mais foco em batidas e melodias, lembrando artistas como Flying Lotus, Nosaj Thing, XXYYX ou Giraffage. Ouvir o primeiro EP ‘Maquettes” de Hroski parece uma jornada viajando de um lado para o outro entre a pista de dança e momentos mais sonhadores e melancólicos, dando-lhe arrepios

Classificação: livre

Duração: 30min

 

 

18 de novembro

Trilogia de Curtas Cantos de Trabalho

Horário: 20h

Sinopse: Obra do cineasta carioca Leon Hirszman, formada por Mutirão, Cacau e Cana-de-açúcar, três documentários de curta-metragem que registram as cantorias dos trabalhadores na zona rural do Nordeste brasileiro, registrado entre 1974 e 1976.

Duração: 30min

 

Aganga – Juçara Marçal e Cadu Tenório (BRA)

Horário: 20h30

Sinopse: a cantora Juçara Marçal e o músico e experimentador carioca Cadu Tenorio apresentam Anganga, reinterpretações contemporâneas de vissungos recolhidos por Aires da Mata Machado Filho em São João da Chapada, município de Diamantina (MG) —, além de cantos do Congado Mineiro. Anganga é a entidade suprema do povo banto (“Anganga Nzambi”). A palavra consta do canto do congado “Grande Anganga Muquixe”, cujos versos indicam reverência àquele cuja “gunga não bambeia”, o mestre, o mais velho. Trata-se de uma expressão que diz respeito à reverência ao passado.

Classificação: livre

Duração: 40min

 

SOLARIS – Richard Ribeiro (BRA)

Horário: 21h10

Sinopse: Solaris é Richard Ribeiro, um dos mais criativos bateristas da atualidade. Impulsionado, entre outras referências, por literatura de ficção científica e realismo fantástico, o músico apresenta peças instrumentais exploratórias inéditas. No palco, conta também com vibra fone, arcos, sinos e sampler.

Sob alcunha de Porto, Richard assina o EP “Fora de Hora” (2008) e LP “Odradek” (2013), registros que têm a parceria do guitarrista Regis Damasceno (Cidadão Instigado). Atualmente, o baterista trabalha em estúdio e se apresenta ao vivo junto a nomes como Marcelo Jeneci, Gui Amabis, Arthur Nogueira e Guizado.

Classificação: livre

Duração: 45min

 

 

19 de novembro

DJs Selvagens – Millos Kaiser e Augusto (BRA)

Horário: 18h

Local: Café Sesc Centro

Sinopse: Selvagem é o nome do duo baseado em São Paulo formados pelos DJs Millos Kaiser e Trepanado, assim como as festas mensais realizadas em SP e RJ. Considerados hoje os principais pesquisadores e disseminadores da música brasileira atemporal pelo mundo.

Classificação: livre

Duração: 60min

 

Brasileira – Maria Rita Stumpf (BRA)

Horário: 19h

Local: Teatro do Sesc Centro

Sinopse: Brasileira, é um álbum denso que une a estética eletrônica dos anos 1980 ao batuque de herança africana, às melodias mântricas dos povos indígenas, passando pelo groove do funk e por synths que dançam entre o rock progressivo e uma atmosfera épica quase new age.

Classificação: livre

Duração: 60min