Newsletter

Índice de endividamento das famílias gaúchas em novembro é de 68,8%

7 de dezembro de 2017

O quadro de endividamento das famílias gaúchas no mês de novembro não sofreu grandes alterações, mas a inadimplência segue em trajetória ascendente. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada nesta quinta-feira (7) pela Fecomércio-RS, o indicador ficou em 68,8%, leve alta em relação ao mesmo período do ano passado (68,7%) e queda na comparação com outubro último (75,3%).

“Mesmo com a inadimplência e o percentual de famílias endividadas estejam em patamares acima do verificado em períodos anteriores, o cenário de inflação baixa e juros reduzidos associado com a continuidade da recuperação do mercado de trabalho tendem a promover uma melhora no quadro de endividamento e dívidas em atraso nos próximos meses”, acredita o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

A PEIC de novembro revela estabilidade no indicador que avalia a parcela da renda comprometida com dívidas. No mês, foi de 33,1% na média em 12 meses, e o tempo de comprometimento da dívida, também no período de 12 meses, passou para 8,1 meses. O cartão de crédito segue tendo o maior peso no endividamento dos gaúchos (76,5%), seguido por carnês (36,2%), financiamento de veículos (15,1%) e crédito pessoal (12,8%).

A dificuldade das famílias em sair da situação de inadimplência continuou em nível elevado (37,2%) na comparação com novembro/2016 (29,3%). No entanto, mesmo com a alta interanual, o indicador não chegou a atingir seu pico mais elevado. Apesar do recuo da inflação e dos juros em nível reduzido, que, aos poucos, tem sido repassado aos consumidores, o impacto da deterioração do mercado de trabalho nos últimos anos ainda é sentidos pelas famílias gaúchas.

O índice de gaúchos sem condições de honrar suas dívidas vencidas no prazo de 30 dias apresentou queda, saindo de 15,5% em novembro/2016 para 10,3% em novembro/2017. Essa foi a terceira queda consecutiva na comparação interanual. No entanto, a volta do indicador a níveis mais baixos vai depender da recuperação do mercado de trabalho, especialmente em relação aos postos formais.

A PESQUISA PODE SER ACESSADA AQUI.