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Mostre que você é o candidato que o mercado de trabalho procura

15 de maio de 2018

Divulgação Senac-RS

A corrida por um espaço no mercado de trabalho exige preparo, mas também confiança de que a oportunidade é para você. Por isso, Vânia Knob, docente do Senac Três Passos com pós-graduação em Docência para Educação Profissional, dá dicas de como encarar a seleção de emprego e qual a melhor forma de agir neste momento.

A primeira impressão é a que fica: A aparência é o que marca o primeiro contato entre entrevistador e candidato, por isso merece atenção especial com cuidado para evitar exageros. Um estudo do The Undercover Recruiter – principal blog sobre recrutamento do mundo – aponta que 55% da primeira impressão do recrutador é determinada pelo vestuário, ações e postura como, por exemplo, a forma como o candidato entra na sala da entrevista. Outro dado levantado é que 65% dos empregadores dizem que a roupa pode ser o fator de desempate entre dois candidatos. Além disso, é importante transparecer naturalidade, mas com as formalidades exigidas no que tange o mundo corporativo.

Informações essenciais: Quando falar de si, o entrevistado não pode esquecer de dar um breve resumo sobre as tarefas e funções desenvolvidas nas atividades anteriores e metas alcançadas. No entanto, assim como essas informações são essenciais, Vânia destaca que outras são dispensáveis como pontos negativos dos empregos anteriores, ou falar mal de pessoas das empresas em que trabalhou, citar alguma situação em que se sentiu injustiçado e querer se justificar por que foi prejudicado. “É sempre bom cuidar do que falamos, devemos nos posicionar com ética”, afirma a docente. – E o candidato pode falar dos seus pontos fortes e pontos fracos sem problemas, mas com cuidado, cautela e responder sem hesitação. É importante ressaltar que os pontos fracos estão sendo trabalhados no sentido de melhorar ou superar, passando a impressão de uma pessoa aberta a feedbacks corretivos.Seja objetivo: Quando o entrevistador perguntar sobre você, fale de forma natural sobre as suas competências e qualificações, especialmente dando ênfase nos resultados da equipe com a qual trabalhava nos empregos anteriores. Vânia alerta para o cuidado quando falar em equipe, para não ficar no “eu”, mas falar sempre “nós, a equipe”.

Transmita confiança: A confiança é percebida em diferentes momentos e comportamentos, mas cuidados simples já demonstram a segurança que o entrevistador procura como, por exemplo, o sorriso e o olhar que não desvia. Segundo a pesquisa anteriormente mencionada, 67% dos empregadores consideram o pior erro durante uma entrevista a falta de contato visual com o recrutador.

A forma de falar é um dos fatores – constância, fluência verbal e cuidado com oscilações de humor e de emoções transmitem confiança ao interlocutor. Outro ponto importante é a entonação da fala, que, segundo Vânia, deve ser empolgante e transparecer motivação e interesse pela oportunidade. No entanto, a segurança só se manifesta quando o candidato está realmente preparado. Essa preparação se dá por meio da busca de informações sobre o mercado de trabalho, sobre as empresas em que deseja ingressar e cursos complementares de capacitações diversas as quais agregam não só no currículo, mas também nas competências que o candidato possui.

Conheça a empresa e demonstre interesse: Mostre seu interesse falando que conhece os valores da empresa, e que preza por eles e que, por isso, está buscando a oportunidade.

Outros cuidados a se tomar na entrevista é o de não focar em problemas, mas sim em soluções e sempre ter uma cópia do currículo em mãos. Vânia destaca que as empresas têm como foco contratar pessoas com alta performance de trabalho em equipe, que se adaptam facilmente a mudanças, que cooperam entre si e que venham a acrescentar na empresa. Além disso, a preocupação em buscar ser melhor e mais motivado também é levada em consideração. “O entrevistador busca identificar esse perfil por meio de perguntas para o candidato sobre os seus sucessos profissionais, e, nesse caso, observa a questão do orgulho e empolgação com que o entrevistado fala de seus sucessos”, conclui a docente.