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Documentário e roda de conversa estão na programação da 5ª Mostra Sonora Brasil Sesc

15 de agosto de 2018

5ª Mostra Sonora Brasil Sesc segue com tudo até este sábado (18/08), no Sesc Centro (Av. Alberto Bins, 665), em Porto Alegre. Um dos momentos mais importantes desta edição acontece nesta quinta-feira (16/08). O público poderá prestigiar a obra cinematográfica “Caminhos do Coco“, de Joice Temple, que visita as variantes da musicalidade típica da região Nordeste (Litoral e Interior), nascida em aldeias indígenas e comunidades quilombolas, com canto, dança e música, acompanhados por instrumentos de percussão, como bumbo, ganzá, pandeiro, caixa. A exibição acontece a partir das 16h e tem entrada franca. Confira a programação completa da Mostra Sonora Brasil Sesc em www.sesc-rs.com.br/sonorabrasil.

Mais tarde, às 17h30, os principais convidados da Mostra se reúnem para participar de uma roda de conversa sobre a obra e sobre o peso desse gênero na construção cultural da região. Entre os nomes que protagonizarão a ação, estão Adiel Luna, mestre de baque solto, violeiro, cantador repentista e cordelista; Dona Nadir, líder e mestra do conjunto Samba de Pareia da Mussuca (SE), algo raro nos grupos de tradição, onde as funções de liderança normalmente cabem aos homens; o conjunto Três Marias, projeto idealizado por mulheres que mergulharam no universo da musicalidade de diversas tradições brasileiras enquanto propõem um movimento de valorização de saberes populares e de protagonismo feminino; e o músico e ativista Richard Serraria. À noite, a partir das 19h, o grupo Samba de Pareia da Mussuca fecha o dia com uma apresentação especial no Teatro do Sesc.

Sobre o Sonora Brasil Sesc: Promovido pelo Sesc, já realizou 5.726 apresentações de 85 grupos, em mais de 150 cidades brasileiras, com um alcance de 600 mil espectadores. Em 2018 apresenta o tema ‘Na pisada dos cocos’ que circulará pelos estados do Centro-Oeste, Sul e Sudeste brasileiro. No Rio Grande do Sul, entre agosto e dezembro deste ano, os quatro grupos realizarão cerca de 50 apresentações. Abaixo segue a relação completa de datas. Mais informações estão disponíveis no site www.sesc-rs.com.br/sonorabrasil

5ª Mostra Sonora Brasil – 2018 – Porto Alegre

Entrada franca

15 de agosto (Quarta-feira) 

Coco de Roda – Da Pisada Ao Verso 
Adiel Luna (PE)
Horário: 10h
Local: AFASO – Rua A, 377 – Vila Nossa Senhora de Fátima *Atividade para público fechado.
Horário: 15h
Local: Projeto Ouviravida

Coco de Zambê (RN)
Horário: 19h
Local: Teatro Sesc Centro – Av. Alberto Bins, 665
Duração: 60 minutos
Classificação: Livre
Sinopse: É principalmente encontrado no município de Tibau do Sul, litoral do Rio Grande do Norte, segundo pesquisadores, chegou em 1903 aos engenhos de cana-de-açúcar e colônias pesqueiras da região através de africanos escravizados. Dois tambores estão presentes na maioria dos grupos que praticam o Coco de Zambê, também conhecido como pau furado ou oco de pau, que é maior e mais grave, e o Chama, ambos construídos artesanalmente com troncos de árvores da região. Além desses tambores outros instrumentos de percussão podem ser encontrados, inclusive a lata, usada pelo grupo. A música se caracteriza como um canto responsorial, puxado pelo mestre e respondido pelo coro de vozes, e a dança acontece numa roda que mantém ao centro os tocadores. Os brincantes se revezam reverenciando o tambor e realizando passos livres de grande energia que lembram movimentos da capoeira e do frevo. 
O grupo é formado por Didi (Djalma Cosme da Silva), Uzinho (Severino de Barros), Tonho (Antonio Cosme de Barros), Mestre Mião (Damião Cosme de Barros), Zé Cosme (José Cosme Neto), Kéké (Ckebesson da Silva), Pepé (Ederlan da Silva), Beto (José Humberto Filho de Oliveira).

16/08 (Quinta-feira) 

Exibição do filme “Caminhos do Coco”
De Joice Temple
Horário:  16h
Local: Teatro Sesc Centro – Av. Alberto Bins, 665
Sinopse: Uma das manifestações artísticas mais características da cultura nordestina é a música. Com os diversos ritmos que percorrem o litoral e o sertão, passando por quilombos e áreas rurais, essa expressão artística se apresenta ao mundo como parte da cultura popular nordestina, tão rica quanto variada. 
Duração: 1h31

Roda de Conversa com Adiel Luna (PE), grupo Três Marias (RS), Richard Serraria (RS) e Dona Nadir da Mussuca (SE)
Horário: 17h30
Local: Teatro Sesc Centro – Av. Alberto Bins, 665

Samba de Pareia da Mussuca (SE)
Horário: 19h
Local: Teatro Sesc Centro – Av. Alberto Bins, 665
Duração: 60 minutos
Classificação: Livre
Sinopse: O Samba de Pareia, segundo relatos, surgiu há mais de 300 anos entre os escravos que trabalhavam nos canaviais. Hoje, ele é dançado por mulheres, contando com a presença de homens apenas como tocadores que sustentam o ritmo com dois tambores médio-graves e uma porca (cuíca). Completa a instrumentação um ganzá, tocado por uma das mulheres, e, o principal elemento rítmico, a pisada dos tamancos das dançadeiras. O samba não se caracteriza como um folguedo, mas apresenta dança coreografada e trajes padronizados. As letras das músicas fazem alusão a situações do dia-a-dia, normalmente com muita irreverência.
O grupo é liderado por uma mestra, Dona Nadir, o que é raro nos grupos de tradição, onde as funções de liderança normalmente cabem aos homens, e conta também com a participação de Mangueira (Acrisio dos Santos), Carmélia dos Santos, Elenilde da Silva, Maria Edenia dos Santos, Maria Ednilde dos Santos, Cecé (Maria José dos Santos), Maria Lucia Santos, Maria Luiza dos Santos, Maria José dos Santos e Normália dos Santos.  

17 de agosto (Sexta-feira) 

Coco de Roda – Da Pisada Ao Verso
Adiel Luna (PE)
Horário: 12h
Local: Hall do Sesc Centro

Coco de Tebei (PE)
Horário: 19h
Local: Teatro Sesc Centro – Av. Alberto Bins, 665
Duração: 60 minutos
Classificação: Livre
Sinopse: Esse coco é praticado por um grupo de agricultores e tecelões da comunidade Olho D’Agua do Bruno, na cidade de Tacaratu, Pernambuco. As irmãs Maria Araújo, Maria Feitosa, Antônia Germana e Maria do Carmo contam que a prática do Coco de Tebei vem de gerações passadas, e com muito orgulho citam seus avós e bisavós como pessoas que ajudaram a cultivar essa tradição. Em suas memórias a dança do coco está associada à construção de casas de taipa, quando as famílias se reuniam em adjutório para “taipar” uma nova casa. O Coco de Tebei é cantado por mulheres e dançado por casais. Não utiliza instrumentos e a base rítmica é marcada pela pisada dos dançadores. A sonoridade que resulta do canto somado ao ritmo da pisada nos remete, de certa forma, a uma ritualística indígena, que se caracteriza pelo contraste de timbre entre o metal das vozes femininas e o som seco da pisada no chão, e pela ausência de nuances em cada um dos elementos.
O grupo é formado por pelas cantadeiras Maria do Carmo de Jesus, Nivalda Rosa Gomes do Nascimento e Maria Nazaré Nunes dos Santos e pelos dançadores José Lira dos Santos e Janaína Maria dos Santos, Edna Nivalda do Nascimento Silva e Agnaldo José da Silva, Genivaldo Lira dos Santos e Edilane dos Santos. 

18 de agosto (Sábado)

Oficina Na Pegada do Coco – vivenciando musicalidades do coco com o grupo Três Marias (RS)
Horário: das 10h às 13h
Local: Teatro Sesc Centro – Av. Alberto Bins, 665
Sinopse: Engajadas na manutenção e reinvenção de expressões tradicionais, as Três Marias percorrem uma caminhada de valorização e empoderamento das mulheres na música, no toque dos tambores e no protagonismo das brincadeiras e tradições populares. O grupo traz ao público a expressão de mulheres musicistas que, por diversos caminhos, encontram na música e nas artes da cultura popular a possibilidade de se fortalecer, se expressar, celebrar e ao mesmo tempo questionar conceitos e padrões culturais relacionados a diversas formas de opressão.

Oficina Coco de Roda
Adiel Luna (PE)
Horário: das 14 às 18h
Local: Teatro Sesc Centro – Av. Alberto Bins, 665
Sinopse: Na oficina Coco de Roda – Da Pisada Ao Verso que, na verdade, é uma extensão do seu trabalho de palco, Adiel convida o público a fazer uma imersão na geografia do coco – uma das manifestações mais tradicionais do Nordeste brasileiro e nas suas semelhanças e diferenças: coco de roda, coco pra são joão, coco mazurcado, coco de trupe.
Objetivo: Conhecer, trabalhar e estimular a poética, dança e o baque do coco de roda, com ênfase no improviso, como ferramenta de composição.
Entender as semelhanças e as diferenças entre as variantes do coco nas diversas regiões do Nordeste: coco de trupe, coco de sala, coco de obrigação, coco mazurcado, coco de praia, coco de engenho, entre outros. 

Espetáculo – Entre Toques e Cantigas
Três Marias (RS) e Adiel Luna (PE)
Horário: 19h
Local: Teatro Sesc Centro – Av. Alberto Bins, 665
Duração: 60 minutos
Classificação: Livre
Sinopse: O grupo Tres Marias são engajadas na manutenção e reinvenção de expressões tradicionais, percorrem uma caminhada de valorização e empoderamento das mulheres na música, no toque dos tambores e no protagonismo das brincadeiras e tradições populares, para este espetáculo com ênfase do Coco de Roda.
Músicos: Andressa Ferreira, Gutcha Ramil, Pamela Amaro, Thayan Martins e Tamiris Duarte.