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Nota Técnica: Vendas do comércio crescem 2,3% em 2018

13 de fevereiro de 2019

Em dezembro, o volume de vendas do Varejo Restrito brasileiro registrou queda de 2,2% na comparação com novembro (série com ajuste sazonal), conforme a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE, a qual consulta estabelecimentos que tenham no mínimo 20 pessoas ocupadas. Frente ao mês de dezembro de 2017, o índice de volume de vendas apresentou aumento de 0,6%. Com esses resultados, o comércio varejista brasileiro encerrou o ano de 2018 com uma alta de 2,3% em relação a 2017.

No Rio Grande do Sul (RS), comparado ao mês anterior, o Varejo Restrito teve variação -0,8%, na série dessazonalizada. Em relação ao mês de dezembro do ano passado, houve crescimento de 2,0%. Dessa forma, ao longo do ano de 2018 o Varejo Restrito gaúcho acumulou aumento de 5,4%.
No Varejo Ampliado, que inclui as atividades de material de construção e veículos, motos, partes e peças, frente a dezembro de 2017, foi verificada elevação de 1,8% para o Brasil (BR) e de 4,2% no RS. Dessa forma, o volume de vendas do Varejo Ampliado encerrou o ano de 2018 com aumento de 5,0% no país, e de 6,7% no Rio Grande do Sul.

Analisando o Varejo Restrito gaúcho, quatro dos oito segmentos contemplados na pesquisa apresentaram aumento em seu volume de vendas, na comparação interanual. Destaque para a variação em na atividade de Combustíveis e lubrificantes que registrou crescimento de 9,6%. No Varejo Ampliado, veículos, motos, partes e peças teve alta de 19,0%, enquanto materiais de construção recuou em 5,0%.

O resultado da PMC para dezembro frente ao mês anterior não surpreendeu, dado o forte desempenho das vendas verificado em novembro, influenciado pela Black Friday – como destacado na análise anterior. No ano, mesmo com oscilações sob influência da greve dos caminhoneiros e do período eleitoral, o setor acompanhou a recuperação gradual da economia, registrando o segundo crescimento anual consecutivo, após quatro anos de quedas. Para 2019, que inicia com cenário favorável de inflação controlada e Selic baixa, a perspectiva de que o crescimento do setor ganhe mais fôlego considera a concretização das expectativas de consumidores e empresários – aspecto condicionado pela forma como a agenda de reformas será encaminhada.