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Varejo restrito varia -0,1% em maio e registra 1,3% em 12 meses

12 de julho de 2019

Em maio, o volume de vendas do Varejo Restrito brasileiro ficou praticamente estável (-0,1%) na comparação com o mês anterior, na série com ajuste sazonal. Conforme a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE, a qual consulta estabelecimentos que tenham no mínimo 20 pessoas ocupadas, frente ao mês de maio de 2018, o índice de volume de vendas apresentou aumento de 1,0%. Assim, o índice acumulado no ano registrou aumento de 0,7%, e em 12 meses de 1,3%.

No Rio Grande do Sul (RS), comparado ao mês anterior, o Varejo Restrito teve variação de -0,5%, na série dessazonalizada. Em relação ao mês de maio do ano passado, houve alta de 2,5%. Com isso, o acumulado do ano registrou aumento de 2,9%, ao passo que nos 12 meses encerrados em maio foi verificado aumento de 3,7%.

No Varejo Ampliado, que inclui as atividades de material de construção e veículos, motos, partes e peças, frente a maio de 2018, foi verificada alta de 6,4% para o Brasil (BR), mesma variação do RS. Dessa forma, o volume de vendas do Varejo Ampliado registrou no acumulado do ano altas de 3,3% no país, e 4,4% no Rio Grande do Sul. Em 12 meses, o comércio nacional teve aumento de 3,8%, enquanto no estado essa alta foi de 5,3%.

Analisando o Varejo Restrito gaúcho, seis dos oito segmentos contemplados na pesquisa apresentaram aumento em seu volume de vendas, na comparação interanual. As maiores altas foram verificadas na atividade de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (16,4%); e combustíveis e lubrificantes (5,5%). No Varejo Ampliado, a atividade de veículos, motos, partes e peças teve aumento de 23,6%, enquanto no segmento de materiais de construção houve variação de 5,3%.

Os dados do varejo restrito seguem mostrando atividade fraca no setor, que vem mantendo o crescimento em 12 meses praticamente estável desde março deste ano. Em um cenário de incerteza a respeito da retomada da atividade econômica, a lenta recuperação do mercado de trabalho, marcada pela informalidade, e um grande contingente de desocupados e subutilizados impedem uma expansão forte do consumo das famílias, ditando, portanto, o fraco desempenho do comércio.