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Região de Lagoa Vermelha é a terceira a receber Giro pelo Rio Grande

21 de agosto de 2019

Com o tema central “O Brasil está para negócios?”, a Fecomércio-RS levou mais uma vez o programa Giro pelo Rio Grande para a região nordeste do Estado, na cidade de Lagoa Vermelha, na noite desta terça-feira (20). Com apresentações dos economistas Marcelo Portugal e Lucas Schifino, dirigentes sindicais, empresários da região e autoridades participaram do evento na Casa de Cultura Athos Branco, sendo recebidos pelo presidente do Sindilojas local, Reinaldo Girardi, onde percorreram análises alternativas para o país se restabelecer economicamente e para que o ambiente para empreender com competitividade seja retomado.

O presidente do Sistema Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, alertou para o momento econômico difícil que o Brasil ainda passa, com baixo crescimento e elevado desemprego. No entanto, segundo ele, há esperança de mudança e vitalidade à medida em que se vê corruptos sendo presos, o Congresso Nacional e a presidência da República renovados, além da Reforma da Previdência e a Medida Provisória da Liberdade Econômica aprovadas na Câmara dos Deputados. “Há motivos para termos confiança de que, com a nossa participação e luta, o país e o Rio Grande do Sul terão dias melhores à frente”, mencionou Bohn.

O economista Marcelo Portugal, consultor da Fecomércio-RS, abordou as questões em voga do Executivo como o ajuste fiscal, as privatizações e a Reforma Tributária,  que figuram como uma agenda econômica correta de longo prazo. No entanto, Portugal também apresentou questões que no curto prazo tornam a situação econômica do país muito difícil,  como a liberação do FGTS e a redução dos juros, que ajudam, mas não mudam radicalmente o cenário. “O grande desafio do governo é político, que é viabilizar a agenda no Congresso de longo prazo”, alertou o consultor.

O economista Lucas Schifino, também gerente da Assessoria Parlamentar da Fecomércio-RS,  falou a respeito do cenário atual no Congresso Nacional e a nova forma do sistema interagir. Segundo ele, a aprovação da Reforma da Previdência e da MP 881 representou a maturação da sociedade e dos parlamentares e evidencia uma mudança resultante da maioria consistente alinhada aos principais projetos do Governo.

Ambos palestrantes ressaltaram a necessidade latente do próximo passo ser a aprovação da Reforma Tributária,  sendo a PEC 45, de autoria do economista Bernard Appy, a mais provável de ter maioria favorável no Congresso Nacional.