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CNC mantém previsão de alta de 4,6% para as vendas do varejo em 2019

11 de outubro de 2019

Crédito: iStock

A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada hoje (10/10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que, na passagem de julho para agosto, se manteve estável o faturamento real, isto é, já descontados os efeitos sazonais, dos dez segmentos que compõem o comércio varejista ampliado. No conceito restrito, que exclui os segmentos de veículos e material de construção, houve alta modesta no período (+0,1%).

Apesar do fraco desempenho do varejo em agosto, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mantém a expectativa de elevação de 4,6% em 2019 na comparação com o ano anterior.

Mesmo com a estabilidade mensal, o varejo ampliado completou seis meses sem registrar retrações no volume de vendas. Os destaques do mês ficaram por conta dos avanços alcançados pelas lojas especializadas nas vendas de equipamentos e materiais de escritório, informática e comunicação (+3,8%) e, principalmente, pelo desempenho registrado pelos hiper e supermercados (+0,6) – maior segmento do varejo brasileiro em termos de faturamento.

O componente preço vem cumprindo um papel relevante no sentido de proporcionar desempenhos positivos às vendas enquanto o mercado de trabalho ainda não mostra sinais de recuperação.

Varejo ampliado

Pelo quinto mês seguido, houve alta no volume de vendas do varejo ampliado ante o mesmo mês do ano anterior. Entretanto, o ritmo de expansão foi mais bem mais modesto do que na leitura anterior (+1,4% em agosto ante +7,7% em julho). Novamente o ramo de hiper e supermercados foi o que mais contribuiu (+2,4%) para o resultado positivo.

Para o economista Fabio Bentes, da Divisão Econômica da CNC, a tendência é que as vendas ganhem fôlego a partir de setembro – sob influência de ações promocionais como a Semana do Brasil e a Black Friday (em novembro) – e, também, do impacto positivo sobre as vendas, esperado a partir das medidas de estímulo ao consumo. “Some-se a esse cenário, a perspectiva de que, diante do comportamento benigno da inflação, um novo piso histórico para os juros básicos (4,5% ao ano) seja testado na expectativa de estimular economia, também pela via do crédito”, acrescentou.