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Varejo: Crescendo devagar, mas crescendo

11 de outubro de 2019

Em agosto, o volume de vendas do Varejo Restrito brasileiro avançou 0,1% frente ao mês anterior, na série com ajuste sazonal. Conforme a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE, a qual consulta estabelecimentos que tenham no mínimo 20 pessoas ocupadas, frente ao mês de agosto de 2018, o índice de volume de vendas apresentou aumento de 1,4%. Assim, o índice acumulado no ano registrou aumento de 1,2%, e em 12 meses de 1,4%.

No Rio Grande do Sul (RS), comparado ao mês anterior, o Varejo Restrito teve variação de -7,6%, na série dessazonalizada. Em relação ao mês de agosto do ano passado, houve queda de 3,4%. Esse número certamente passará por uma revisão. Uma atividade relevante (varejo de combustíveis e lubrificantes) apresentou uma queda injustificável em setembro, provavelmente em decorrência de “esvaziamento” de amostra (empresas que não entregaram os resultados no prazo). Com os resultados divulgados até agora, o acumulado do ano registrou aumento de 2,4%, ao passo que nos 12 meses encerrados em agosto foi verificado aumento de 2,9%.

No Varejo Ampliado, que inclui as atividades de material de construção e veículos, motos, partes e peças, frente a agosto de 2018, foi verificada alta de 1,4% para o Brasil (BR), ao passo que no RS houve variação de -3,0%. Dessa forma, o volume de vendas do Varejo Ampliado registrou no acumulado do ano altas de 3,5% no país, e 3,3% no Rio Grande do Sul. Em 12 meses, o comércio nacional teve aumento de 3,7%, enquanto no estado essa alta foi de 4,1%.

Analisando o Varejo Restrito gaúcho, três dos oito segmentos contemplados na pesquisa apresentaram baixa em seu volume de vendas, na comparação interanual. As maiores baixas foram verificadas na atividade Combustíveis e lubrificantes (-30,0%); e livros, jornais, revistas e papelaria (-30,4%). No Varejo Ampliado, a atividade de veículos, motos, partes e peças teve queda de 1,7%, enquanto no segmento de materiais de construção houve variação de -4,4%.

Os dados do varejo mostram uma atividade que avança, mas num ritmo lento. Esse é o terceiro crescimento na margem no Brasil, mas em 12 meses o crescimento continua lento. Na perspectiva mais ampla, o varejo englobando a venda de veículos e motos, partes e peças, bem como material de construção, se expande a uma taxa mais significativa, fortemente impulsionada pela venda de automóveis. Para os próximos meses, um fator que deve contribuir para uma maior atividade no comércio é a liberação de recursos do FGTS.