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PIB cresce 0,6% no terceiro trimestre

4 de dezembro de 2019

No terceiro trimestre de 2019 de acordo com o IBGE, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro apresentou avanço de 0,6% em relação ao trimestre anterior, na série sazonalmente ajustada. O IBGE também revisou o crescimento do segundo semestre de 0,4% para 0,5%, e a queda do primeiro trimestre de -0,1% para estabilidade (0,0%). Setorialmente, o maior aumento foi na agropecuária (1,3%), seguido pela indústria (0,8%) e serviços (0,4%). Comparativamente ao terceiro trimestre de 2018, o PIB registrou variação de 1,2%. No acumulado em quatro trimestres ante os quatro trimestres imediatamente anteriores, o PIB brasileiro apresenta crescimento de 1,0%. Em 2018, o produto brasileiro, nesta base de comparação, apresentou 1,6% de alta.

Sob a ótica da produção, o resultado do trimestre frente ao mesmo trimestre de 2018 refletiu a variação positiva em todos os setores. Os serviços tiveram expansão de 1,0%, com destaques para os serviços de informação e comunicação (4,2%) e comércio (2,4%), também houve aumento em atividades imobiliárias (1,9%) e atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,3%), ao passo que transporte, armazenagem e correio recuaram 1,0%. O setor agropecuário, por sua vez, teve aumento de 2,1%, impulsionado pelas lavouras de milho e algodão. Na indústria, a variação foi de 1,0%, com altas de 4,4% na construção, segunda variação positiva após vinte trimestres de retração, de 4,0% na indústria extrativa, puxada pela extração de petróleo o gás, e de 1,6% em eletricidade e gás, água, esgoto, ativ. de gestão de resíduos; já a indústria de transformação teve queda de 0,5%, com influência das quedas em fabricação de celulose, papel e produtos de papel, fabricação de produtos químicos, farmacêuticos e metalurgia.

Pela ótica da demanda, comparativamente ao terceiro trimestre de 2018, o consumo das famílias aumentou 1,9%, décima taxa positiva, enquanto o consumo da administração pública caiu 1,4%. A formação bruta de capital fixo (que mede a parcela de produto utilizada para realizar investimentos) teve alta de 2,9%, aumento influenciado pela construção e pela produção de bens de capital. Quanto ao setor externo, as exportações tiveram queda de 5,5% ao passo que as importações avançaram em 2,2%.

Os dados do PIB no terceiro trimestre mostram, do lado da demanda, um bom desempenho do consumo das famílias e da formação bruta de capital fixo; a contribuição negativa vem do desempenho do setor externo, com queda das exportações em reposta ao movimento da economia internacional, e aumento nas importações derivado do desempenho do mercado interno. Do lado da oferta, é importante destacar o desempenho da construção civil que, embora não tenha sido o motor da indústria (puxada pela indústria extrativa), registrou mais um resultado positivo. Em relação aos serviços, é importante pontuar que a parte privada contribuiu significativamente para o crescimento de 0,4%, e, entre os serviços privados, mais destaque ainda para o desempenho do comércio (1,1%); a parte dos serviços públicos (-0,6%), por sua vez, puxou o PIB do setor para baixo. Em termos gerais, o resultado veio maior do que se esperava, mostrando que a retomada, ainda que bastante gradual, é persistente. O resultado do terceiro trimestre reforça uma perspectiva positiva para o quarto trimestre.