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Nota técnica: a menor inflação para janeiro desde o início do plano Real

10 de fevereiro de 2020

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou variação de 0,21% em janeiro de 2020, conforme o IBGE, registrando o menor valor para janeiro desde a implementação do Plano Real. Em dezembro de 2019, a variação no índice foi de 1,15%. No mês de janeiro de 2019, a taxa havia sido de 0,32%. Assim, a inflação acumulada em 12 meses foi de 4,19%.

O resultado no mês sofreu maior influência (0,08 ponto percentual (p.p.)) do grupo Habitação que registrou aumento de 0,55%, seguido por Alimentação e Bebidas (0,07 p.p.) que avançou 0,39% e Transportes (0,06 p.p.) que teve variação de 0,32%. O principal responsável pela aceleração em Habitação foram os preços em condomínios, com aumento de 1,39%, e em aluguéis residenciais (0,61%). Já para Alimentação e Bebidas, a alta veio do avanço de 4,03% em carnes (no mês anterior essa alta havia sido de 18,06%), e das altas do tomate (13,72%) e da batata-inglesa (11,02%). O grupamento Transportes por sua vez, teve a alta influenciada pela gasolina (0,89%) com impacto de 0,05 p.p. no na taxa.

Na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA), o IPCA variou 0,17% em janeiro, após alta de 1,15% no mês anterior. As principais influências desse resultado foram registradas em Habitação (0,12 p.p.), com variação de 0,85% puxado por energia elétrica residencial, e Alimentação e bebidas (0,10 p.p), com avanço de 0,53% impulsionado pelo item alimentação fora do domicílio. Assim, o IPCA acumula crescimento em 12 meses de 4,17%.

No que diz respeito ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), em novembro, sua variação no país foi de 0,19%, acumulando alta de 4,30% em 12 meses. Na RMPA, o INPC teve avanço de 0,25%, com variação acumulada de 4,29% em 12 meses.

Conforme o esperado, a inflação desacelerou fortemente em janeiro. O grupo Alimentação foi o que mais reduziu o ritmo de crescimento. Ainda que as carnes continuem avançando, o aumento foi bem menor. A inflação controlada e as expectativas ancoradas permitiram que a taxa Selic fosse reduzida ao seu mínimo histórico (4,25% a.a.) na última quarta-feira, nível que deve se conservar nos próximos meses.