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Taxa de desocupação gaúcha fica em 8,3% no primeiro trimestre de 2020

18 de maio de 2020

Conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral (PNAD Contínua Trimestral), do IBGE, a taxa de desocupação média do Rio Grande do Sul foi de 8,3% no primeiro trimestre de 2020 (janeiro a março), com elevação em relação ao trimestre anterior (7,1%). No comparativo com o mesmo período de 2019, em que a taxa de desocupação registrou 8,0%, houve estabilidade de acordo com o IBGE.

A taxa de desocupação no Rio Grande do Sul foi a quarta mais baixa do país, ficando atrás de Santa Catarina (5,7%), Mato Grosso do Sul (7,6%) e Paraná (7,9%) A posição de maior desocupação permanece sendo a Bahia, com taxa de desocupação de 18,7%.

No que se refere aos componentes da taxa de desocupação, entre janeiro e março frente ao mesmo período de 2019, tanto o contingente de ocupados no RS (-0,1%) quanto a força de trabalho disponível (0,2%) ficaram estáveis segundo o IBGE.

O rendimento médio das pessoas ocupadas foi de R$ 2.596,00, no primeiro trimestre de 2020, teve variação de -1,0% frente ao trimestre anterior (R$ 2.623,00) e de -1,6% em relação ao primeiro trimestre de 2019, contudo, de acordo com o IBGE os resultados não foram estatisticamente significativos. A massa de rendimento real atingiu o montante de R$ 14,1 bilhões, e embora a variação tenha sido de -1,0% frente ao mesmo período do ano anterior, houve estabilidade segundo o IBGE.

O avanço da taxa de desocupação no RS ante o último trimestre de 2019 era esperado em função do movimento sazonal com o fechamento dos postos de trabalho que são abertos no fim do ano. Embora não seja ainda possível identificar os efeitos da pandemia sobre o mercado de trabalho, considerando os poucos dias da pesquisa que compreendem as medidas de distanciamento social decretadas a partir da segunda quinzena de março, os resultados permitem dimensionar o contingente de trabalhadores mais suscetíveis aos efeitos imediato do combate ao coronavírus: 1,8 milhões de pessoas (33% dos ocupados), considerando as ocupações relacionadas à condição informal (Categorias consideradas para a estimativa de informais pelo IBGE: empregado no setor privado sem carteira de trabalho assinada; empregado doméstico sem carteira de trabalho assinada; empregador sem registro no CNPJ; trabalhador por conta própria sem registro no CNPJ; trabalhador familiar auxiliar). Redução de renda, aumento da taxa de desocupação e destruição de postos formais de trabalho que decorreram do agravamento da crise devem, infelizmente, se tornar evidentes na próxima divulgação.