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Presidente da Fecomércio-RS fala dos problemas da pandemia no Brasil, em reunião do Conselho de Câmaras de Comércio do Mercosul

26 de junho de 2020

O presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, participou na manhã desta sexta-feira, dia 26, da reunião do Conselho de Câmaras de Comércio do Mercosul (CCCM). Bohn representa a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), onde é vice-presidente, neste Conselho que tem por objetivo analisar pontos em comum e harmonizar as posições das Câmaras de Comércio do Mercosul.

No encontro virtual, os representantes trouxeram um pouco do cenário dos países do Mercosul durante a pandemia do coronavírus. O dirigente explicou sobre como a doença tem atrapalhado as atividades econômicas no país, principalmente o setor de comércio e serviços. A quarentena no Brasil já atingiu 120 dias de atividades paradas, o que poderá acarretar em uma queda de 9% no PIB brasileiro, segundo previsão de Bohn. No entanto, o grande flagelo da pandemia será o desemprego. “Nós talvez cheguemos a 20% da população economicamente ativa desempregada. Em 2015, quando enfrentamos outra grande crise, tivemos 13% de desemprego. Ou seja, atingiremos um patamar de desemprego como nunca houve no Brasil, podendo chegar a 20 milhões de desempregados”, disse.

Outro grande problema desenhado no Brasil foi a politização do processo que define as medidas de enfrentamento da pandemia. A Suprema Corte impediu o Governo Federal de conduzir as regras, passando a decisão para os governadores e prefeitos. Isso, segundo Bohn, provocou uma desordenação nos procedimentos adotados em todo o país. “Não existe um procedimento padrão para enfrentar a pandemia aqui. Parece que o vírus é diferente em cada comunidade. Alguns lugares proíbem o transporte coletivo, outras o comércio. Existem muitas discrepâncias nos procedimentos adotados pelos intendentes estaduais e municipais”, afirmou Bohn lamentando o descompasso nas políticas de condução do enfrentamento da pandemia.  

No Brasil, cerca de 1,2 milhão de pessoas contraíram o vírus, resultando em mais de 54 mil óbitos. “Lamentamos todos os óbitos causados pela doença. Mas, também temos que enxergar que temos um dos maiores números de curados em relação ao número de óbitos: são mais de 600 mil pessoas curadas a partir das medidas implantadas pela medicina brasileira”, afirmou Bohn.