Notícias

Depois de dois meses de queda, IPCA avança 0,26% em junho

13 de julho de 2020

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou variação de 0,26% em junho de 2020 depois de cair 0,38% no mês anterior, conforme divulgado pelo IBGE. No mês de junho de 2019, a taxa havia sido de 0,01%. Assim, a inflação acumulada em 12 meses foi de 2,13%.

Entre os nove grupos que compõe o índice, sete tiveram alta. Entre os grupos, o maior impacto positivo veio de Alimentos e Bebidas (0,38%), com impacto de 0,08 p.p.; Transportes foi a segunda maior contribuição (0,06 p.p.), registrando alta de 0,31%, após quatro meses seguidos de queda, tendo como principal influência a gasolina (3,24%), que teve o maior impacto individual no índice (0,14 p.p.). Saúde e cuidados pessoais avançou 0,35%, refletindo o aumento de 1,44% em produtos farmacêuticos, e Artigos de Residência teve alta de 1,30%, a maior entre os grupos, contribuindo, cada um, com 0,05 p.p. no índice. Do lado das baixas, o maior impacto e a maior variação negativa veio de Vestuário (-0,46%; -0,02 p.p.); porém, o item de maior impacto individual negativo (-0,11 p.p.) foi das passagens aéreas (-26,01%).

Na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA), o IPCA teve variação de -0,01% em junho, ante recuo de 0,44% em maio. Entre os nove grupos, cinco tiveram deflação, com maiores impactos de Habitação (-0,36%; -0,05 p.p.), puxada pela energia elétrica (-1,68%; -0,08 p.p.) e Transportes (-0,20%; -0,04 p.p.), que refletiu as quedas de passagens aéreas (-25,77%) e de transporte por aplicativo (-15,25%), que tiveram impacto conjunto no índice de -0,18 p.p., contrabalançadas pelo avanço no preço da gasolina (1,74%), que contribuiu individualmente com 0,10 p.p. Pelas altas, o maior impacto veio de Comunicação (1,19%; 0,08 p.p.) e Artigos de Residência (10,2%; 0,04 p.p.). Assim, o IPCA acumula crescimento em 12 meses de 1,58%.

No que diz respeito ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), em maio, sua variação no país foi de 0,30%, acumulando alta de 2,35% em 12 meses. Na RMPA, o INPC teve variação de 0,06%, com variação acumulada de 1,90% em 12 meses.

No país, o avanço da inflação em junho teve como principais contribuições o repasse pela Petrobrás dos reajustes de preços dos combustíveis (algo que já era esperado), o aumento do preços dos alimentos – que em parte se relaciona a maior demanda das famílias com a continuidade do distanciamento social –, o reajuste do preço dos medicamentos, e artigos de residência, refletindo em junho com maior intensidade o repasse cambial. A inflação de Serviços, por sua vez, teve nova queda (-0,24%), e segue refletindo o cenário de demanda extremamente deprimida com a crise do coronavírus. Com inflação em 12 meses em 2,13%, abaixo do limite inferior da meta (2,50%), e com núcleos bem comportados, há espaço para o Copom avançar no ajuste da Selic com mais um corte na próxima reunião.