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Artistas debatem desafios das mulheres na palhaçaria e sobrevivência do circo em tempos de pandemia

16 de julho de 2020

Integrantes de três estados que atuam com trupes de teatro e circo de lona farão live nesta sexta-feira, no Facebook do Sesc/RS (Foto: Tony Capellão)

As mulheres só puderam ingressar no teatro bem mais tarde do que os homens – e na palhaçaria não foi diferente. Na live Palhaçaria Feminina em Tempo de Pandemia, organizada pelo Sesc/RS e pelo Grupo TIA, quatro mulheres do Rio Grande do Sul, Paraná e Rondônia irão conversar sobre a construção da comicidade feminina e o trabalho de trupes familiares durante a pandemia. O bate-papo será na sexta-feira (17 de julho), a partir das 19h, e poderá ser assistido na página do Sesc/RS no Facebook (www.facebook.com/sescrs) e no canal no YouTube (www.youtube.com/sescrs).

Quem comanda a conversa é Mariana Abreu, atriz, palhaça, produtora, fundadora e integrante do Grupo TIA, de Canoas. Há 16 anos, a trupe familiar desenvolve um trabalho continuado com cenopoesia, palhaçaria e mamulengo. Para abordar diferentes vivências sobre o assunto, participam também a atriz, palhaça, artista circense, figurinista, produtora teatral, integrante e fundadora do Teatro Ruante, co-fundadora do Movimento de Teatro de Rua de São Paulo e articuladora da Rede Brasileira de Teatro de Rua, Selma Pavanelli, de Porto Velho (RO), e as palhaças, trapezistas e acrobatas de família tradicional circense, Isabella Zanquetin e Angela Zanquetin, de Curitiba (PR).

No bate-papo, elas irão abordar as dificuldades que as mulheres enfrentam para ingressar na palhaçaria e como elas adaptam as cenas, tradicionalmente feitas para homens, ao universo feminino. “Conheço várias artistas que interpretam palhaços homens, inclusive uma que chegou a ter problemas na garganta por ter que fazer uma voz masculina. O objetivo é fazer um compartilhamento de ideias com outras palhaças, para que a gente conquiste cada vez mais espaço e também para desconstruir algumas referências do passado, mostrando alternativas às reprises tradicionais de circo, que são feita para homens”, explica Mariana.

Outro assunto discutido será a sobrevivência do circo durante a pandemia, trazendo a visão tanto dos artistas que trabalham em trupes de teatro, como Mariana e Selma, quanto dos que atuam em circos de lona, como Isabela e Angela. Além da questão financeira, elas falarão sobre os novos processos e linguagens que estão desenvolvendo para continuar levando a arte circense ao público de forma segura. “A gente propôs ao Sesc fazer esse debate, para conversar sobre como cada um está se virando. Como nossos espetáculos têm muita interação com o público, escolhemos não fazer lives com apresentações e estamos aguardando a liberação para voltar. Mas é muito importante ter essa troca sobre o trabalho audiovisual que muitas trupes estão fazendo, para que a gente mostre que há alternativas”, completa Mariana.

O Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac segue atendendo as recomendações de evitar aglomerações e com cuidado redobrado com a saúde das equipes e clientes. Por isso, a recomendação é que o público siga cumprindo as orientações dos órgãos de saúde. A programação on-line e gratuita segue sendo atualizada nas redes sociais e no site www.pertodevc.com.br.

 

Live Palhaçaria Feminina em Tempo de Pandemia

 

Data: 17/07 (Sexta-feira)

Horário: 19h

Como assistir: no Facebook (www.facebook.com/sescrs) e no YouTube (www.youtube.com/sescrs)

Convidadas:

Mariana Abreu (Canoas/RS) – é atriz, palhaça, produtora, fundadora e integrante do Grupo TIA, coordenadora geral de produção do FESTIA, além de ministrante de oficinas de teatro e circo em várias regiões do Brasil.

Selma Pavanelli (Porto Velho/RO) – atriz, palhaça, artista circense, figurinista, produtora teatral, integrante e fundadora do Teatro Ruante, co-fundadora do Movimento de Teatro de Rua de São Paulo e articuladora da Rede Brasileira de Teatro de Rua, além de possuir 35 anos de experiência cênica.

Isabella Zanquetin e Angela Zanquetin (Curitiba/PR) – palhaças, trapezistas e acrobatas de família tradicional circense, nasceram no circo e atualmente atuam no Circo Torricelli, que existe há 20 anos.