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IPCA de julho avança 0,36%, mas taxa em 12 meses fica ainda abaixo do piso da meta de inflação

10 de agosto de 2020

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou variação de 0,36% em julho de 2020 depois de ter avançado 0,26% no mês anterior, conforme divulgado pelo IBGE. No mês de julho de 2019, a taxa havia sido de 0,19%. Assim, a inflação acumulada em 12 meses foi de 2,31%.

Entre os nove grupos que compõe o índice, seis tiveram alta. Entre os grupos, o maior impacto positivo veio de Transportes (0,78%), com influência da gasolina (3,42%) que teve o maior impacto individual no índice (0,16 p.p.); Habitação foi a segunda maior contribuição (0,13 p.p.), registrando alta de 0,80%, tendo como principal influência a energia elétrica residencial (2,59%; 0,11 p.p.). Saúde e cuidados pessoais avançou 0,44%, refletindo o aumento de 0,53% em higiene pessoal, e Artigos de Residência teve alta de 0,90%, a maior entre os grupos. Do lado das baixas, o maior impacto e a maior variação negativa veio de Vestuário (-0,52%; -0,02 p.p.).

Na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA), o IPCA teve variação de 0,37% em julho, ante recuo de 0,01% em junho. Entre os nove grupos, seis tiveram aumento com maiores impactos nos grupos de Transportes (1,20%; 0,24 p.p.) e Habitação (0,63%; 0,09 p.p.), além de Artigos de Residência, que tiveram a maior alta (1,64%; 0,07 p.p.); por outro lado, a maior queda negativa veio de Vestuário, com baixa de 0,44% (-0,02 p.p.). Com o resultado de julho, o IPCA acumula crescimento em 12 meses de 1,41%.

No que diz respeito ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), em julho, sua variação no país foi de 0,44%, acumulando alta de 2,69% em 12 meses. Na RMPA, o INPC teve variação de 0,55%, com variação acumulada de 1,90% em 12 meses.

A gasolina e a energia elétrica puxaram a alta no IPCA de julho, que registrou a maior taxa para o mês em quatro anos. Entretanto, a inflação segue em dinâmica benigna, e os impactos da crise do coronavírus que derrubaram o consumo continuam aparecendo nas novas quedas tanto nos preços dos serviços (-0,10%), quanto nos preços do vestuário. Com o resultado de julho, o acumulado em 12 meses (2,31%) fica ainda aquém do limite inferior à meta de inflação (2,50%) e, diante do atual cenário da pandemia e das incertezas quanto ao ritmo de recuperação, a inflação deve seguir em patamar baixo.