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Fecomércio-RS expõe riscos de piora na situação econômica em caso de aprovação de projeto que tramita na Assembleia Legislativa

25 de agosto de 2020

Divulgação Senac-RS

Reunião com deputado Carlos Búrigo, da Comissão de Economia, tratou de inviabilidade de empresas de arcarem com o aumento do Salário Mínimo Regional

Em mais uma ação para sensibilizar parlamentares gaúchos sobre os prejuízos que poderiam ser causados pela aprovação do PL 35/2020, que reajusta em 4,5% o Salário Mínimo Regional, representantes da Fecomércio-RS se reuniram nesta segunda-feira (24/08) com o deputado Carlos Búrigo (MDB), integrante da Comissão de Economia, da Assembleia Legislativa. Na reunião foram apresentados dados para mostrar como o projeto, de autoria do Poder Executivo e encaminhado em fevereiro, traria perdas a empresas que enfrentam prejuízos sem precedentes devido às medidas para combater à Covid-19.

“Promover um aumento de salário em um momento em que muitas empresas estão operando com restrições de horários, número de funcionários e ocupação de clientes vai na contramão de todas as medidas adotadas até agora para tentar preservar empregos. A redução de jornada e suspensão de contratos, ação que teve 580 mil adesões, significa que as empresas estão passando por graves dificuldades. Um aumento representaria uma pressão que muitos não conseguirão sustentar”, alerta o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

O PL 35/2020 aguarda parecer da Comissão de Economia, Desenvolvimento Sustentável e do Turismo da Assembleia Legislativa. Se aprovado, o piso regional, dividido em cinco faixas, chegaria a R$ 1.638,36 na faixa mais alta. A indefinição afeta as negociações coletivas: 86% das negociações do comércio varejista e atacadista em geral e serviços nas atividades não essenciais permanecem em aberto, situação que atinge 70% das negociações para as atividades essenciais.

A Fecomércio-RS entende que a gravidade do cenário atual reforça a posição de que o Piso Regional deveria ser extinto, já que, historicamente, os reajustes propostos não acompanham a realidade econômica do Estado. Entre 2015 e 2018, o Mínimo Regional acumulou ganhos de 37,5% apesar da queda de -4,5% do PIB no mesmo período.