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Serviços continuam retomada na margem, mas avanços ainda não superam perdas com a crise

14 de janeiro de 2021

O IBGE divulgou os resultados de novembro da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). Os dados da série com ajuste sazonal apontaram aumento de 2,6% no volume de serviços prestados no país ante novembro, enquanto para o Rio Grande do Sul (RS) a alta foi de 3,2%. A pesquisa investiga estabelecimentos que tenham, no mínimo, 20 pessoas ocupadas e que possuam a maior parcela de sua renda oriunda da atividade de serviços.

Quando comparado ao mesmo mês de 2019, o Brasil diminuiu a queda no volume de serviços registrada em outubro, passando de -7,4% para -4,8% em novembro, ao passo que no estado também houve desaceleração, registrando baixa de 6,9% (-11,7% em outubro) conforme os dados da série sem o ajuste sazonal. Dessa forma, o acumulado do ano em nível nacional teve variação de -8,3%, enquanto no RS variou -13,1%. Nos 12 meses encerrados em outubro de 2020, frente ao mesmo período do ano anterior, houve recuo de 7,4% no país, e queda de 12,1% no RS.

No caso gaúcho, a queda interanual de 6,9% refletiu a contração em todas as cinco atividades pesquisadas. Entre elas, destaque a Serviços prestados às famílias, única categoria em que houve ampliação da queda para 31,1%, ante 29,5% registrados em outubro, permanecendo como a categoria mais afetada pela crise. Nas demais categorias houve desaceleração, marcando -7,3% nos Transportes, -4,9% Serviços de informação e comunicação, -2,7% Outros Serviços e -0,7% Serviços profissionais, administrativos e complementares. No país, a baixa de 4,8% refletiu a queda em Serviços prestados às famílias (-26,2%), Serviços profissionais, administrativos e complementares (-10,7%) e Transportes e serviços auxiliares a transportes e correios (-3,1%), três categorias em que houve desaceleração nas perdas. Por outro lado, Outros serviços tiveram mais uma alta (7,4%) e Serviços de informação e comunicação registraram a primeira elevação (1,1%).

Mais uma vez o resultado da PMS indica que a recuperação do setor segue em curso – com aceleração das altas na comparação mês a mês e redução das perdas quando se compara com o mesmo período do ano anterior. Porém, diferentemente do Comércio e da Indústria, sua retomada enfrenta mais dificuldades por estar intrinsicamente relacionada ao avanço das flexibilizações e à confiança para consumir e demandar serviços que dependem de atendimento presencial, algo condicionado ao encaminhamento de uma resolução mais definitiva da pandemia. Assim, a recuperação até então verificada ainda é insuficiente para compensar as perdas com a crise, com o setor ficando 3,2% aquém do patamar pré-crise no país, sendo ainda maior (-8,0%) no caso gaúcho.