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Empatia, atividades relaxantes e contato com os amigos: psicóloga dá dicas para cuidar da saúde mental diante da pandemia de coronavírus

15 de abril de 2020

Saiba como se cuidar e ajudar o próximo a enfrentar sentimentos como medo e ansiedade 

 

A chegada da pandemia da Covid-19 significou também um novo desafio para toda a sociedade. Enfrentamos um inimigo invisível e desconhecido, que alterou rotinas e faz com que precisemos manter o distanciamento social para evitar o contágio descontrolado. Diante desse cenário, é normal surgirem sentimentos como medo, angústia, tristeza e ansiedade. “Faz parte quando é algo desconhecido e não sabemos como lidar. Estamos expostos a um turbilhão de situações: a questão do isolamento, que se mistura com a questão da economia. Mas esse também é um momento para desenvolver empatia, se colocar no lugar do outro, se redescobrir e se reinventar. Não é fácil, mas dá pra enfrentar com leveza, de forma saudável”, explica a psicóloga do Espaço Sesc + Saúde de Montenegro, Anne Cristiane de Freitas.

Um recurso fundamental para enfrentar um momento complicado é buscar se conectar consigo mesmo e com o outro. “É importante se permitir sentir essas preocupações. O medo é real nesse momento, então temos que tentar compreender isso e manter a calma, na medida do possível. Também é importante acolher aqueles que estão ao nosso lado, escutar e falar também”, aconselha Anne. Aproveitar esse período para manter contato com quem amamos e mandar mensagens de carinho para quem está distante é outra dica valiosa. Sabemos que neste momento não podemos estar próximos fisicamente, devendo manter um distanciamento de todos, inclusive daqueles que mais amamos. Estar distante também significa cuidar, zelar pela saúde do outro, ser empático e parceiro nesta situação que exige criatividade e desenvolvimento de novas habilidades para manter uma boa saúde mental. Nesse contexto, o WhatsApp e as redes sociais são ferramentas importantes para estarmos perto, mesmo distantes”, completa.

Outra orientação é praticar o autocuidado e aproveitar o tempo livre para realizar atividades que relaxem, acalmem e proporcionem momentos de prazer. Pode ser ver um filme ou série, ler um livro, fazer exercícios físicos, meditar, buscar momentos de reflexão ou conversar com alguém. Se estiver com a família, busque atividades que possam ser feitas em conjunto e reserve momentos do dia para ficarem reunidos e conversarem. Além disso, os cuidados com a alimentação e com o corpo ajudam a reforçar a imunidade, assim como a preocupação com a saúde mental. “Quando a gente se debilita mentalmente, a imunidade também baixa, então é importante se manter forte e buscar apoio”, alerta Anne.

A reação das crianças a esse momento é mais uma situação que deve ser observada. “Para eles, também deve ser estranho e confuso. É essencial reservar um momento para brincar e explicar o que está acontecendo de forma lúdica. A internet disponibiliza vários recursos que podem ajudar os pais, como vídeos, livros e cartilhas para explicar sobre a doença, como acontece a transmissão e reforçar a importância do cuidado consigo mesmo e com o outro”, afirma Anna. Para esclarecer e acalmar os pequenos, os adultos devem estar bem informados. Porém, o excesso de notícias pode trazer mais ansiedade e angústia. Deve-se ter cuidado com as fake news e checar em sites oficiais e confiáveis se os dados que recebemos e repassamos são verdadeiros.

Para quem tem depressão ou ansiedade, esse pode ser um momento ainda mais complicado. Também há pessoas que acabam desenvolvendo algum problema e necessitam de orientação de psicólogos e psiquiatras. Mesmo com as restrições de contato pessoal, é preciso buscar um profissional quando a pessoa entender que precisa de ajuda. “O atendimento online é permitido e regulamentado pelo Conselho Federal de Psicologia, sendo um recurso importante que possibilita a continuidade dos atendimento, bem como o acesso àqueles que venham a precisar deste auxílio psicológico para aliviar suas angústias e enfrentar, de forma mais saudável, esta pandemia”, explica Anna. Com ou sem ajuda profissional, é importante tentar tirar algum aprendizado do momento, por mais difícil que ele seja. “Em época de crise há a possibilidade de crescimento, pois precisamos nos desacomodar, utilizar nossa criatividade para se reinventar, descobrir novas maneiras de enfrentamento e buscar o equilíbrio de novo. Principalmente, temos que ter a confiança de que isso tudo vai passar. É difícil, mas vai passar”, finaliza a psicóloga.

 

Covid-19: Dicas para aliviar o estresse e a ansiedade

– Busque informações sobre a doença, mas evite fazer isso de forma excessiva, pois pode gerar mais ansiedade e angústia;

– Mantenha contato com familiares e amigos pelas redes sociais. Compartilhe mensagens de fé e esperança;

– Desenvolva a empatia, o autocuidado e o cuidado com o próximo;

– Converse com as crianças, explique sobre a doença de forma lúdica e acolha seus medos;

– Pratique atividades físicas, leia livros, assista a filmes e séries e procure fazer atividades que proporcionem prazer, relaxamento e tranquilidade;

– Aproveite esse período para se reinventar e buscar recursos internos para enfrentar esse momento;

– Se você identificar que precisa de ajuda, procure profissionais de saúde. Há profissionais atendendo à distância neste momento para ajudar quem estiver necessitando.

Para continuarmos próximos das pessoas neste período de isolamento, disponibilizamos o portal www.pertodevc.com.br, onde estão mais de 200 cursos e serviços gratuitos para que todos possam se manter em atividade, tanto as educativas quanto de saúde e bem-estar, sem sair de casa. Mais informações pelos canais de Fale Conosco dos nossos sites, redes sociais (Facebook, Instagram, Twitter, LinkedIn) e demais canais oficiais de comunicação. Acesse www.pertodevc.com.br.