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Vamos planejar a carreira para 2021?

28 de dezembro de 2020

 

Divulgação Senac-RS

O fim de ano é um momento de reflexão para muita gente. Entre a revisão dos objetivos alcançados e não realizados, a carreira profissional é um dos tópicos que quase sempre estão entre aqueles que queremos melhorar no próximo ano. Eis que aí surgem dúvidas básicas tanto para quem está no mercado há algum tempo quanto para quem está começando, buscando uma primeira oportunidade: “Como eu posso planejar a carreira para 2021? Por onde eu começo?”.

Para ajudar nesse planejamento, a docente Senac Santa Rosa Andréa Vieira e o professor do Senac Santana do Livramento Cirumberto dos Santos trouxeram dicas valiosas para planejar a carreira em 2021. Vamos conferir?

Não deixe a vida te levar

Em alguns momentos, o “deixe a vida me levar” pode fazer sentido. Mas em termos de carreira, o planejamento e a ação são fundamentais para o crescimento profissional. Por isso, se você está pensando em aproveitar o novo ano para planejar sua carreira, vá em frente: saiba que o planejamento e definição de objetivos e metas é primordial e não funciona como algo estático e imutável, mas como um guia e um ponto de partida.

Antes de tudo, autoconhecimento

autoconhecimento – planejamento 2021
Para você planejar sua carreira, precisa se conhecer! Parece óbvio, mas muitos profissionais querem mudar de área ou ter uma promoção, mas não entendem suas dificuldades, os famosos pontos fracos e as habilidades que faltam para buscar determinada oportunidade. Essa é a primeira dica da professora Andréa Vieira: “Busque o autoconhecimento. Traçar suas habilidades técnicas e comportamentais será de grande valia para buscar um propósito profissional. A partir desse mapeamento, torna-se mais fácil ter foco para definir nossos objetivos, pois podemos alinhá-los de acordo com as nossas habilidades”, avalia.

O professor Cirumberto ainda reforça: “Ao planejar a nossa carreira profissional, devemos, primeiramente, identificar qual o nosso perfil, o que gostamos de fazer, qual a afinidade com relação a esta ou aquela atividade para que, assim, possamos vislumbrar em qual área devemos focar nossos esforços em busca de um aprendizado efetivo e voltado para nossos objetivos.

Depois de se autoconhecer, é preciso definir metas e objetivos com prazos!

A docente Andrea detalha o passo a passo:

(1) Faça uma auto avaliação;

(2) Desenhe as metas e objetivos pessoais;

(3) Defina os passos a serem seguidos;

(4) Defina com prazos para serem cumpridos.

Resumidamente, não fique com o plano no mundo das ideias. Defina objetivos alcançáveis. “Essas atitudes tornarão sua rotina mais dinâmica e proativa, gerando, assim, mais visibilidade sobre suas ações e potencialidades”, complementa Andréa.

Claro, quando falamos em carreira também falamos em qualificação profissional. Por isso, para o professor Cirumberto, “devemos reforçar nossas competências buscando um aprendizado sistemático, por meio de cursos que nos agreguem um diferencial competitivo em relação aos demais concorrentes no mercado de trabalho”.

Esteja sempre em movimento e destaque-se

Ao longo do ano, lembre-se que muitos empecilhos irão surgir e que o planejamento nunca é exatamente como imaginamos, mas isso é extremamente natural. “O mais importante é estarmos em movimento. Muitas pessoas acabam deixando seus sonhos de lado por não conhecerem eles, por ter seguido a vida sem planejamento e sem buscar por oportunidades melhores. Consequentemente essas atitudes deixam a pessoa frustrada e sem motivação, o que, infelizmente, leva ela a crer que nada dará certo e, no fim, acaba realmente não dando”, complementa Andréa.

O professor Cirumberto ainda lembra que precisamos ter atitude se quisermos realmente focar na mudança profissional e destaca a importância de características como proatividade, a capacidade de assumir riscos, a tomada de decisão (o autogerenciamento), a capacidade e competência de interagir e aceitar as diferenças, a flexibilidade sem perder o senso de responsabilidade e cobrança de resultados, a capacidade de negociação, entre tantas outras qualidades. “As empresas querem profissionais atuantes, que se arrisquem, que se “vendam”. Costumo dizer que profissional que “não aparece não cresce”.”

Não tome decisões baseadas em terceiros

Parece óbvio, mas muitas pessoas esquecem que não é só porque o “fulano está ganhando dinheiro em determinada área, que vai acontecer o mesmo com todo mundo”, da mesma forma. Cirumberto ressalta que o principal equívoco (não erro, pois sempre fica o aprendizado) cometido ao se optar por uma carreira profissional é fazer uma opção baseada em vivências de terceiros, ou por sugestão ou mesmo por pressão. Isso, em muitos casos, não dá certo simplesmente porque somos diferentes, com perfis, habilidades, percepções e ambições diversas.

É preciso que, ao iniciarmos esse processo, busquemos identificar nossas reais habilidades e gostos. Isso é por vezes trabalhoso e difícil, não raro exigindo o auxílio de profissionais voltados à arte de descobrir realmente nosso perfil profissional.

E se a minha empresa não tiver plano de carreira?

Essa é outra questão bastante comum em um bom número de empresas. E o professor Cirumberto faz um destaque: “Costumo dizer aos meus alunos que nós é que somos responsáveis pela nossa carreira, não a empresa”. Significa dizer que se a empresa não tem um plano de carreira, isso deve ser mais um motivo para que busquemos a excelência na construção do nosso diferencial”.

Já pensou como seria gratificante se, por meio do seu autodesenvolvimento, a empresa pudesse te dar uma oportunidade, ainda que não tenha um plano de carreira bem desenhado? “Podemos ser reconhecidos pela nossa capacidade e competência e crescermos juntos e paralelamente no alcance dos nossos objetivos. Talvez seja utópico, mas creio que seja essa a grande essência da realização profissional”, reflete o professor.

A docente Andréa complementa que, mesmo não existindo um plano de carreira na empresa, é preciso aproveitar as oportunidades: “Às vezes, acreditamos que a única forma de crescermos profissionalmente é por meio uma organização, mas nem todas dispõem de um plano de carreira. Nem por isso devemos ficar parados no tempo e desmotivados. É preciso ser empreendedor da própria vida e fazer a diferença em benefício próprio. Cada entrega que fizermos ou desafio que enfrentamos nos tornará mais preparados e, consequentemente, mais competitivos. Agindo dessa forma, com certeza muitas portas se abrirão”.