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Encerramento da 8ª FBV abordou cenário econômico do varejo

3 de setembro de 2021

Promovida pelo Sindilojas Porto Alegre gratuitamente e de forma online, a 8ª Feira Brasileira do Varejo (FBV), que teve como objetivo principal a capacitação de varejistas, realizou o último painel nesta segunda-feira (30), com o tema “Perspectivas do Varejo e da Economia para 2022”. Participaram do encontro o CEO da Telhanorte Tumelero, Juliano Otha, e a economista-chefe da Fecomércio-RS, Patrícia Palermo, com a mediação da repórter e colunista de economia, Giane Guerra. No bate-papo, foram abordadas as principais tendências do mercado e as mudanças por trás dos novos comportamentos dos consumidores.

Foram debatidas, ainda, as recentes transformações dos clientes, que estão mais cautelosos na hora de fazer as compras em razão do período complexo, no qual houve uma diminuição geral na renda dos brasileiros, entretanto, segmentos específicos registraram um aumento de demanda. De acordo com o CEO da Telhanorte Tumelero, o setor de materiais de construção foi procurado com maior frequência em 2020. “Nós servimos a população, que demonstrou uma necessidade e um desejo de investir em reformas. Esses sentimentos foram canalizados dentro dos lares. Atualmente, com a reabertura da economia, notamos que o foco está no lazer fora de casa. Nesse contexto, o dinheiro está, inclusive, sendo poupado para viagens”, destacou Otha.

Também foram compartilhados conhecimentos a respeito das experiências híbridas de consumo e do processo de digitalização das empresas, que foi essencial para a sobrevivência dos negócios. De acordo com a economista-chefe da Fecomércio-RS, a pandemia ajudou o público a entender que e-commerces fazem cada vez mais parte da realidade. “Se antes os pontos físicos eram fundamentais para as lojas, agora, o foco maior é no digital, principalmente nesta época de pandemia. Inclusive, aos poucos, estamos vendo que as pessoas estão começando a sair mais. Quanto mais circulam, mais produtos ou serviços vão adquirir, o que gera uma maior atividade econômica”, afirmou Patrícia.

Para ela, que também é professora universitária de Economia, as maiores marcas vão contar com inteligência artificial, enquanto que os microempreendimentos irão recorrer à inteligência gerencial. “Os maiores clientes em potencial são aqueles que já compraram nos nossos negócios. Se tivermos um sistema básico que permita saber as preferências deles, podemos ir atrás e vender de novo os nossos produtos. Precisamos pensar que os cadastros que preenchemos durante anos, que não tinham uso porque não sabíamos utilizar, hoje são uma ferramenta para entender e explicar a jornada desses usuários, especialmente em um período em que as vendas online aumentaram”, disse Palermo.

Os painelistas deram dicas para os lojistas aproveitarem o aquecimento do mercado de trabalho, que deve ter um avanço no último trimestre, e driblarem eventuais obstáculos que possam surgir. Apesar dos desafios de inflação e ameaça de racionamento de energia, Otha, que atua há cerca de 20 anos na área, pontuou que o cenário é mais favorável para o varejo em geral e que as companhias precisam focar ainda mais nas pessoas e entender melhor as suas necessidades. “Isso tem que fazer parte do DNA das empresas, grandes ou pequenas. Usem o que vocês têm de melhor e resgatem a sua essência. Tenham muito orgulho da proximidade com os seus consumidores”, resumiu.

A 8ª FBV foi a primeira edição online do evento e contou, até o momento, com a participação de mais de 2.730 pessoas, em painéis que debateram temas importantes como liderança, inovação, marketing digital e moda, além da versão especial do “Café com Lojistas”. Os conteúdos seguem disponíveis na plataforma do evento e podem ser acessados mediante inscrição.