Gestão

Em Lajeado, Fecomércio-RS reúne sindicatos empresariais para a quarta edição do Fórum Regional

14 de setembro de 2021

A cidade de Lajeado recebeu, de forma híbrida, a quarta edição do Fórum Regional da Fecomércio-RS no final da tarde desta terça-feira, dia 14. Sindicatos empresariais das regiões Centro e Metropolitana do Estado estiveram presentes no evento que debateu pautas de interesse do setor terciário no Auditório do Sesc Lajeado.

O presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, conduziu o evento de forma on-line e afirmou que o avanço da vacinação no estado gaúcho tem contribuído para a evolução da economia e o andamento do setor. “Nosso Estado está evoluindo, bem como a vacinação. Acredito que logo voltaremos às atividades normais com maior homogeneidade entre os setores”, destaca.

O presidente do Sindilojas Vale do Taquari, Francisco Weimer dos Santos, ressaltou a importância de momentos como o Fórum para a troca de informações entre partes interessadas em um assunto. “Todos temos nossas reivindicações, mas, muitas vezes elas são comuns. Por isso, essa oportunidade de nos reunirmos para debater melhorias e iniciativas que auxiliem o setor é muito importante”, disse.

Também presente no evento, a vice-prefeita de Lajeado, Gláucia Schumacher, afirmou que o comércio do município é pujante e, mesmo após 14 semanas na bandeira vermelha e com muitas portas fechadas, o setor tem dado a volta por cima, reabrindo e gerando empregos, que, segundo ela, cresceram 3,4% no setor local.

Ações da Fecomercio-RS em prol dos empresários gaúchos

As ações da Fecomércio-RS em prol do empresariado gaúcho também foram destaques do Fórum. O gerente da Assessoria Parlamentar da entidade, Lucas Schifino, apresentou a nova plataforma digital para acompanhamento legislativo da Fecomércio-RS. Com previsão de lançamento em 2022, a plataforma irá substituir a atual Agenda Legislativa e tem como objetivo mostrar aos empresários gaúchos o trabalho que a Federação faz com relação à tramitação dos projetos de lei, mostrando o impacto de cada projeto, as ações e posicionamento da Federação.

A advogada do Assessoria Tributária da Fecomércio-RS, Catiuce Lopes, trouxe os impactos da informalidade e da chamada economia subterrânea, mostrando dados estaduais de ações de contrabando, descaminho e pirataria. Segundo Catiuce, em 2020, cerca de R$ 1,273 trilhão movimentaram a economia subterrânea no Brasil, ou seja, as atividades de bens e serviços não declarados ao governo. A quantia representa cerca de 17,1% do PIB.

A economia subterrânea teria movimentado R$ 37,6 bilhões nos municípios que compõem a região atendida nesta edição do Fórum, entre eles a própria cidade de Lajeado e também Bento Gonçalves, Cachoeira do Sul, Cachoeirinha, Canoas, Caxias do Sul, Charqueadas, Farroupilha, Gramado, Gravataí, Guaíba, Montenegro, Nova Prata, Novo Hamburgo, Osório, Porto Alegre, Santa Cruz do Sul, São Leopoldo, São Sepé, Sobradinho, Taquara, Torres e Viamão. O cenário, segundo Catiuce, reflete na arrecadação tributária que teve uma perda de R$ 6,33 bilhões no Estado.

O encontro também teve a fala do gerente do Núcleo de Negócios do Sistema, Leonardo de Paula, com a apresentação de novos negócios que a instituição está prospectando para apoiar e ampliar as parcerias estratégicas e gerar receita recorrente para os sindicatos. Entre as novas parcerias estão à Icatu Seguros, a VT Soluções e a GreenCard

A economista-chefe da Fecomércio-RS, Patrícia Palermo, fez uma análise do último ano, destacando que o varejo foi um dos setores mais afetados pela pandemia. Ao longo da apresentação, Patrícia trouxe dados como a evolução das vendas, separado por setor e fazendo uma comparação deste ano com o ano anterior, além de apresentar dados do impacto da crise no emprego formal. “A análise do último ano nos traz diferentes dados, conforme os setores e a forma de atuação de cada segmento. Algumas empresas sofreram mais restrições que outras, mas o que temos em comum, neste momento, é que passamos por um período de recuperação. A expansão da vacinação tem papel fundamental para essa retomada e as empresas precisam olhar daqui para frente, colocando em prática as mudanças que vivemos neste período”, enfatiza.