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Experience Senac 2021 debate sobre a educação flexível e os impactos causados pelo uso da tecnologia na pandemia

15 de outubro de 2021

Divulgação Senac-RS

Uma noite para refletir e debater sobre o poder transformador da educação, sua flexibilidade, o papel do professor e os impactos causados pelo uso da tecnologia na pandemia. Assim foi a segunda noite do Experience Senac 2021, transmitido ao vivo pelo Youtube, no canal oficial do Senac-RS, e que reuniu mais de 200 pessoas on-line na última terça-feira (14/10).

Sob a temática “A educação é flexível. Será que estamos preparados?”, o bate-papo contou com a participação especial de quatro nomes importantes do cenário acadêmico do Rio Grande do Sul. Foram eles: Jorge Horácio Audy, mestre em Gestão da Informação e professor da PUCRS; Gustavo Borba, diretor do Instituto para Inovação na Educação da Unisinos; Luiz Carlos Filho, diretor da Escola de Engenharia da UFRGS e diretor de Inovação e coordenador do Pacto de Inovação de Porto Alegre; e Ariel Berti, professor de pós-graduação nos temas Estratégia, Design Estratégico, Sustentabilidade e Ética e gerente de Educação do Senac-RS.

Para dar início ao debate, Berti trouxe a seguinte indagação: será que estamos, de fato, preparados para essa educação flexível? Para Jorge Horácio, ninguém no mundo estava preparado para o uso excessivo de tecnologia na área da educação. “Há duas respostas: uma macro e uma micro. No micro, nós temos muitos ‘Brasils’. Ou seja, um Brasil pequeno, bilíngue, empreendedor, inovador. E nós temos o grande Brasil, completamente estagnado na educação, sem recursos nas escolas públicas”, explicou.

Segundo Luiz Carlos, desde 2018 já se percebia que o modelo de educação precisava de reformas, porque tudo já estava sendo impactado pela digitalização, algo que vem alterando os mercados e a dinâmica social. Diante disso, já se estudava maneiras de usar essa tecnologia de forma inteligente e, ao mesmo tempo, havia a preocupação sobre a relação do conhecimento com essa geração, que é uma relação completamente diferente das gerações anteriores. “A gente já estava querendo testar isso, com ‘o pé tentando ver a temperatura da água’, enquanto isso a pandemia chegou e nos jogou na piscina com tudo e agora precisamos entender o que aprendemos com esse mergulho que nós fizemos. A tecnologia é fundamental para a educação, mas a tecnologia é o meio, não o fim”, ressaltou.

Já para Gustavo, o ponto principal é o que foi possível aprender dentro desse espaço todo, pois de uma semana para a outra foi necessário “virar a chave”. Para isso, ele contou que foi preciso fazer uma pesquisa com 600 pessoas, entre docentes e alunos, para buscar entender o que essa tecnologia apoiou ou não. “Acredito que essa realidade está muito circunscrita a algumas instituições, de ter a tecnologia disponível, porque ela contribui. Além disso, a tecnologia nos mostrou que o professor se preocupa com o aluno, em escutá-lo e, também, em entregar algo além do conteúdo. Isso faz a diferença, seja no ambiente tecnológico ou não”, destacou.

Ao longo de todo o debate, os convidados ressaltaram que para a educação ser flexível, ela precisa estar em espaços flexíveis, proporcionando recursos flexíveis para todos, pois só assim ela será plural, flexível e inclusiva, tanto para os professores quanto para os estudantes.

Para finalizar, Berti pediu que cada um dos convidados deixasse uma mensagem ao Dia do Professor, celebrado nesta sexta-feira, dia 15 de outubro. Em unanimidade, todos exaltaram a profissão do professor(a) e a importância de valorizar o papel único e de inspiração que ele tem dentro sala de aula e na sociedade como um todo

Para mais informações e inscrições do Experience Senac 2021, acesse o site www.senacrs.com.br/experience.

Confira a programação do último dia de evento:

15/10 – das 19h às 20h – A educação é inclusiva. Como a educação vem operando em cenários de desigualdades onde as necessidades básicas de aprendizagem ainda são escassas?

Palestrantes:

Gustavo Reis, professor, por vocação e por ofício, é bacharel em Ciência da Computação pela UFRGS e mestre em Design Estratégico pela Unisinos.
Cláudia Costin, diretora Sênior para Educação no Banco Mundial e fundadora e diretora do Centro de Políticas Educacionais da Fundação Getúlio Vargas, RJ.