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CNC: apesar de queda mensal, volume de receitas do setor de serviços deve apresentar aumento em relação ao ano passado

17 de dezembro de 2021

Segmento recua pelo segundo mês seguido, mas desaceleração da pandemia deve garantir bom fechamento de 2021

O volume de receitas do setor de serviços em 2021 deve apresentar aumento de 9,3% em relação a 2020. Essa é a expectativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com base nos dados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de outubro. As perspectivas são positivas apesar do recuo mensal de 1,2% apresentado pelo índice, que ficou aquém do esperado pela CNC (- 0,7%). A retração foi a maior para meses de outubro desde 2016 (-1,5%). Já na comparação com o mesmo mês no ano passado, o setor registrou aumento de 7,5%, a oitava expansão consecutiva.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, justifica que o otimismo se dá por conta do avanço na vacinação. “Foi fundamental para a desaceleração da pandemia e, consequentemente, para que atividades de serviços avançassem rumo à recuperação plena de sua capacidade de geração de receitas”. Contudo, Tadros alerta que a tendência é que o “efeito normalização” contribua cada vez menos daqui para frente.

Turismo também deve avançar

A entidade também projeta crescimento para o segmento de turismo, que deve contar com avanço de 21,9% no volume de receitas ainda este ano e de 2,4% no próximo. O setor, no entanto, ainda segue em recuperação com arrecadação de outubro 19,5% abaixo da registrada em fevereiro do ano passado. Segundo a pesquisa, no mês, a diferença entre a geração de receitas do turismo e o seu potencial indicou a menor perda mensal de receitas desde o início da pandemia (R$ 11,2 bilhões).

O economista da CNC responsável pela análise, Fabio Bentes, observa que, em ambos os casos, confirmadas as perspectivas, os setores registrariam as maiores taxas anuais de crescimento desde o início da PMS. “A expectativa para essas atividades nos próximos meses segue favorável, apesar de as restrições e o cancelamento de eventos relevantes retardarem a retomada da recuperação plena do potencial de geração de receitas. Acreditamos que essa movimentação acontecerá a partir de agosto de 2022”, estima.

Cenário ainda de cautela

Dos cinco grupos de atividades avaliados pela pesquisa, quatro apresentaram quedas mensais. A exceção foi o índice Serviços Prestados às Famílias, que contou com crescimento pelo sétimo mês seguido, 2,7%. Impulsionado pela redução dos níveis de isolamento social, o item acumulou variação de 57,3% desde o enfraquecimento da segunda onda da pandemia de covid-19 no País, em abril deste ano.

Segundo a análise, após picos das duas ondas da crise sanitária, o isolamento social tem apresentado tendência de queda, estando apenas 2% acima do registrado no fim de fevereiro de 2020. No entanto, o cenário ainda é de cautela, já que o atual processo inflacionário está contaminando o reajuste de preços nos setores de serviços e turismo.

Nos últimos doze meses encerrados em outubro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou variação média de 4,9% nos preços dos serviços. Por sua vez, o deflator do Índice de Atividades Turísticas, do próprio IBGE, revelou alta de 12,5% no mesmo período. Nos dois casos, foram os maiores acúmulos desde novembro de 2017 (+4,9% e +13,8%, respectivamente).

Confira a análise completa da Divisão Econômica da CNC