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Varejo cresce em novembro no país, mas apresenta queda no RS

14 de janeiro de 2022

Conforme a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE, o Varejo Restrito brasileiro teve variação de 0,6% no volume de vendas no mês de outubro, na série que considera o ajuste sazonal. Apesar do crescimento, 14 das 27 unidades da federação apresentaram queda e 5 das 8 atividades pesquisadas tiveram retração nessa base de comparação. A pesquisa que investiga empresas varejistas com 20 pessoas ocupadas ou mais, havia registrado baixa de 0,2%% no mês anterior, também na série com o ajuste. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, a PMC teve queda de 4,2% na série que desconsidera o ajuste. Este é o quarto mês consecutivo de queda nessa base de comparação. Em 12 meses, o varejo restrito brasileiro registrou alta de 1,9% no volume de vendas, desacelerando em relação aos 2,6% verificado em outubro

No Rio Grande do Sul (RS), comparado ao mês anterior, o Varejo Restrito teve variação de -1,2%, na série dessazonalizada. Em relação ao mês de novembro do ano passado, houve aumento de 2,4%. Com esses resultados, o acumulado em 12 meses foi de 1,8%.

 No Varejo Ampliado, que inclui as atividades de material de construção e veículos, motos, partes e peças, foi verificada aumento de 0,5% ante o mês anterior para o Brasil (BR) e queda de 2,0% para o RS. Em relação a novembro de 2020, houve baixa de 2,9% no país e aumento de 0,1% no estado. Dessa forma, o volume de vendas do Varejo Ampliado registrou no acumulado em 12 meses 5,1% no país, e alta de 3,3% no Rio Grande do Sul.

A alta de 2,4% no caso do Rio Grande do Sul na comparação com o mesmo período de 2020, foi resultado de 3 quedas e 5 altas na desagregação das atividades investigadas. Os segmentos de Outros Artigos de uso pessoal[1] (26,8%), Farmácia e perfumaria (7,2%), Livros, Jornais, Revistas e papelaria (6,8%), Combustíveis e Lubrificantes (3,8%) e Materiais de Escritório e Informática (3,8%) registraram aumentos. Do lado das perdas ficaram, Móveis e eletrodomésticos (-14,6%), Tecidos e Vestuário (-0,8%) e Hipermercados, Supermercados, Prod. Alimentícios, bebidas e fumo (-0,3%). No Varejo Ampliado, a atividade de Veículos, Motos, Partes e Peças teve baixa de 6,2% e registrou variação de 7,3% no acumulado em 12 meses. Já Materiais de Construção apresentaram queda nas vendas de -3,6%, fechando no acumulado em 12 meses com avanço de 7,3%.

Novembro tem se tornado um mês cada vez mais relevante no calendário do varejo nacional. A Black Friday foi incorporada como uma data de compras do consumidor brasileiro, porém, em 2021, os resultados foram fracos, mas não surpreendentes. A conjuntura é bastante clara ao indicar que tanto do lado da demanda quanto da oferta há restrições relevantes para um resultado mais significativo. A inflação elevada e o crédito mais caro inibiu o consumo e problemas nas cadeias globais de produção e o câmbio pressionado dificultou as promoções, especialmente das grandes cadeias varejistas.

[1] O grupo contempla: comércio varejista não-especializado sem predominância de produtos alimentícios, em estabelecimentos que oferecem variedade de linhas de mercadorias; o comércio varejista realizado em lojas de departamentos; Comércio varejista especializado de peças e acessórios para aparelhos eletroeletrônicos para uso doméstico, exceto informática e comunicação; Comércio varejista de artigos recreativos e esportivos; Comércio varejista de artigos de óptica; Comércio varejista de joias e relógios; Comércio varejista de outros produtos novos não especificados anteriormente.