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Intenções de consumo aumentam em julho

5 de agosto de 2022

Divulgação

A intenção de consumo das famílias cresceu na comparação a junho a partir do avanço de seis dos subindicadores. Apenas o indicador de perspectiva profissional apresentou redução na margem.

A Fecomércio-RS divulgou, em 8 de agosto, a edição de julho da pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias do Rio Grande do Sul (ICF-RS), da CNC. De acordo com a pesquisa, o ICF-RS registrou nível de 76,5 pontos e teve alta em relação a edição anterior de 1,8%. A alta do mês foi suficiente para recuperar a perda derivada da queda verificada no mês anterior. “A intenção de consumo das famílias apenas começará a ter uma trajetória mais estável de crescimento quando forem reduzidas as incertezas que, no momento, infelizmente, ainda são muitas” comentou Luiz Carlos Bohn, presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac. Na comparação com julho de 2021, o aumento foi de 11,4% e em relação a edição de março de 2020 (pré-pandemia) a variação foi de -22,9%.

A Intenção do Consumo das Famílias é avaliada segundo três perspectivas: Consumo, Mercado de Trabalho e Expectativas. Quanto à percepção de consumo das famílias, o nível de consumo atual (74,9 pontos), o acesso a crédito (86,5 pontos) e o momento para aquisição de duráveis (38,2 pontos) apresentaram avanço na margem. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o acesso ao crédito teve redução de 13,6% e a percepção de momento para duráveis diminuiu 25,5%, reflexo direto da alta de juros. Da mesma forma como nas componentes de mercado de trabalho, todos os indicadores desse grupo seguem patamares distantes aos do pré-pandemia.

No que se relaciona ao Mercado de Trabalho, a pesquisa aborda algumas variáveis que indicam uma percepção a respeito da evolução da renda e da situação do emprego atual. Essas duas componentes representam os maiores níveis da edição atual do ICF (95,2 pontos e 93,5 pontos, respectivamente). Ambas vêm apresentando recuperação nas últimas edições e variaram 0,9% e 4,2%, respectivamente, na passagem do mês, encontrando-se em patamares superiores aos registrados em julho de 2021 (0,6% no caso da Renda Atual e 13,5% na Situação de Emprego Atual). Contudo, em relação aos níveis pré-pandemia fica evidente que ainda há algum caminho a percorrer: a renda atual permanece 22,9% mais baixa e a situação de emprego atual 18,1%.

Nas Expectativas, a perspectiva profissional (78,5 pontos) foi a única componente a recuar no mês (-3,4%), mas a mesma se encontra 52,7% acima do patamar de julho de 2021. Já a perspectiva de Consumo, se elevou em 1,2% na margem (68,4 pontos). Na comparação com julho de 2021 a alta foi de 45,2%. Na comparação com o pré-pandemia, a perspectiva profissional encontra-se 27,9% abaixo do patamar, enquanto a perspectiva de consumo está 30,0% menor.