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Intenção de Consumo das Famílias tem leve queda em agosto

26 de agosto de 2022

Divulgação

O ICF encerra o segundo quadrimestre do apresentando queda na comparação com o primeiro, mas mantendo-se em patamares mais altos do que no mesmo período do ano passado

A Fecomércio-RS divulgou nesta sexta-feira, dia 26, a edição de agosto da pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias do Rio Grande do Sul (ICF-RS). De acordo com os resultados, o ICF registrou 76,0 pontos tendo variado -0,7% na passagem do mês. Em relação ao mês de agosto de 2021, o ICF registrou crescimento de 3,9%. Apesar de estar em patamar superior ao do ano passado, o ICF tem tido dificuldade em engrenar uma melhora continuada alternando pequenos aumentos com pequenas quedas na margem. Assim, o indicador e todos os subindicadores permanecem abaixo da linha dos 100,0 pontos (neutralidade) e 23,4% abaixo do nível da edição de março de 2020 (pré-pandemia).  

O índice de emprego atual teve aumento de 2,5% na margem e de 10,6% e relação a agosto de 2021. Esse índice registrou o nível de 95,8 pontos, mas segue 16,1% abaixo do patamar pré-pandemia. Esse é o indicador que atualmente está mais perto da linha da neutralidade.  Já a renda atual, que denota a percepção de renda dos indivíduos em relação ao mesmo período do ano anterior, teve queda de 2,0% na margem e de 4,2% na comparação interanual. O quadro de retomada do mercado de trabalho tem melhorado as percepções de segurança no emprego. Em contrapartida, o aumento dos preços tem afetado a renda disponível dos indivíduos, o que teve influência na queda do índice de renda atual.

O consumo atual atingiu 75,6 pontos e teve aumento na margem de 0,8% e de 23,0% em relação a agosto de 2021. Já os índices de acesso a crédito (89,5 pontos) e de momento para duráveis (38,8 pontos) apesar de terem se elevado na margem, na comparação interanual apresentaram baixas de -8,5% e de -32,0%. Em certa medida, esses dados revelam o quadro de piora nas condições financeiras, mas em que o consumo segue se recuperando em função do maior grau de abertura da economia.

Nas expectativas, a perspectiva profissional (70,4 pontos) teve a principal influência negativa do mês. Na margem, o índice recuou 10,3% ao passo que frente a agosto de 2021 registrou aumento de 21,3%. A perspectiva de consumo ficou estável na margem (0,0%). Aos 68,4 pontos, o índice se encontra 27,2% acima de agosto de 2021. “O avanço da confiança em relação ao período do ano anterior é positivo, mas não surpreende. Contudo, apesar dos bons resultados recentes do mercado de trabalho e a queda de preços de itens de grande relevância no orçamento das famílias, não é negligenciável o grau de incertezas que permeiam a atividade neste momento, algo que infelizmente tem contido uma retomada mais consistente da confiança dos consumidores nos últimos meses”, comentou Luiz Carlos Bohn, presidente do sistema Fecomércio-RS.

Veja aqui a análise do ICF.