
Em março de 2025, o Índice de Confiança dos Serviços (ICS), da FGV, registrou aumento na margem (1,4%) na série com ajuste sazonal. Com isso, o índice registrou 93,7 pontos. Na série sem ajuste sazonal, o ICS alcançou 92,9 pontos, com recuo de 2,4% em relação a março de 2024. No resultado marginal do ICS, a alta nas expectativas (IE-S) de 2,0%, aos 92,3 pontos, foi mais intensa que a do Índice de Situação Atual (ISA-S), que atingiu os 95,4 pontos e alta de 0,8%. Na comparação com o mesmo período de 2024 (março de 2024), o recuo do ICOM (-2,4%) refletiu a queda nas expectativas (-3,9%) em maior intensidade, mas também a contração na situação atual (-0,8%).
O resultado de março mostra uma reação da confiança dos Serviços na margem. O aumento pontual, que pode derivar de um ajuste diante de uma realidade menos negativa que anteriormente projetada pelo setor, é muito pequeno e pouco recupera em termos do que se perdeu de confiança no último trimestre de 2024. Tanto que, nessa perspectiva, o ICS encerrou o primeiro trimestre com recuo de -0,9% em relação ao 4º trimestre de 2024, influenciado sobretudo pela queda de 2,9% na situação atual. As expectativas, por sua vez, registraram aumento de 1,3% no trimestre; salienta-se, no entanto, que esse aumento se dá, justamente, sobre uma base que foi muito deprimida por ter capturado a reação do setor à incerteza e à forte crise de confiança do final de 2024. Para frente, em um ambiente macroeconômico mais desafiador, a confiança deve se ajustar a um ritmo mais moderado do setor, que apesar dos sinais de desaceleração, segue operando em patamar bastante elevado.